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Sexta-feira
24 de novembro de 2017
14 de novembro de 2017 - 9:58 Jorge Picciani, presidente da Alerj, é levado para depor na sede da PF, e filho é preso em Minas Gerais
Jorge Picciani, presidente da Alerj, é levado para depor na sede da PF, e filho é preso em Minas Gerais

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Deputado chegou ao Rio na manhã desta terça-feira (14) e foi levado direto para a sede da PF. Ele é suspeito de receber propina da Fetranspor. Felipe Picciani, filho do deputado, foi preso.

O deputado Jorge Picciani (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), chegou no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, por volta das 8h desta terça-feira (14), e foi levado por agentes para prestar depoimento na sede da Polícia Federal (PF).

Picciani é alvo da Operação Cadeia Velha, que também prendeu o filho dele, Felipe Picciani, que tinha acabado de deixar o pai no aeroporto de Uberlândia, em Minas Gerais, no início desta manhã.

Foram presos na mesma operação o empresário Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).

Jorge Picciani é suspeito de receber propina da Fetranspor, em um esquema de corrupção no setor que envolveria políticos. Ele já tinha sido levado para prestar depoimento à PF em março, na operação Quinto do Ouro, que prendeu 5 dos 7 conselheiros do Tribunal de Contas do Rio.

A Operação Cadeia Velha é um desdobramento da Lava Jato e foi desencadeadas a partir das investigações da operação Ponto Final. Segundo a PF, são investigados políticos que receberiam dinheiro para aprovar leis que beneficiariam o setor de transportes. A informação chegou ao Ministério Público Federal (MPF) com a delação premiada do doleiro Álvaro José Novis.

Na operação, também são cumpridos 35 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o gabinete de Jorge Picciani na Alerj e a fazenda onde fica a empresa Agrobilara, que pertence à família Picciani.

Felipe comanda o negócio, que tem como sócios o pai, Jorge, e os irmãos Leonardo Picciani, ministro do Esporte, e Rafael Picciani, deputado estadual.
A Agrobilara já foi citada em investigações da Lava Jato por supostas atividades ilícitas na delação premiada do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio, Jonas Lopes. Segundo a delação, a compra de gado foi usada pra lavar dinheiro de propina.

Outras prisões
O ex-presiidente da Fetranspor, Lélis Teixeira, chegou na sede da PF às 9h30. Ele teve mandado de prisão preventiva - sem prazo definido - expedido pela Justiça.

Barata Filho e Lélis Teixeira já tinham sido presos na operação Ponto Final, em julho. Porém, em agosto, foram liberados por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Trinal Federal. Eles tiveram a prisão revertida em recolhimento domiciliar noturno.

Dono de mais de 25 empresas de ônibus no Rio e filho de Jacob Barata, conhecido como "Rei do ônibus", Barata Filho é suspeito de pagar propina para políticos em troca de decisões favoráveis a seus negócios, como aumento da tarifa de ônibus.

Lélis Teixeira é suspeito de ser o responsável por dar as ordens para o pagamento de propina na ausência de José Carlos Lavouras, que era o presidente do Conselho de Administração da Fetranspor e também foi preso na Ponto Final.

Operação
A Operação Cadeia Velha, uma referência ao prédio histórico da Alerj, é um desdobramento da Lava Jato no Rio e foi desencadeada a partir da Operação Ponto Final, que investiga desvios de verba no transporte público do estado e que contava com a atuação de políticos do estado.

Segundo o Ministério Público Federal, a investigação apura o uso da presidência e outros postos da Alerj para a prática de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A investigação durou seis meses e contou com quebras de sigilo bancário, telefônico e telemático, acordos de leniência e de colaboração premiada, além de provas obtidas a partir das Operações Calicute, Eficiência, Descontrole, Quinto do Ouro e Ponto Final.

O que dizem os envolvidos
O G1 tenta contato com a assessoria de Jorge Picciani, mas os telefonemas não foram atendidos. O último foi às 9h30.

A defesa de Jacob Barata Filho informou que não teve acesso ao teor da decisão que originou a operação desta terça e, por isso, não tem condições de se manifestar a respeito. Os advogados do empresário adiantaram que vão pedir o restabelecimento das medidas restritivas ordenadas pelo STF, "que já decidiu que a prisão preventiva do empresário é descabida e pode ser substituída por medidas cautelares, que vêm sendo fielmente cumpridas desde então".



Fonte: Portal G1
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