Carregando...
Midiacon News
www.MIDIACON.com.br
Busque por Notícias
Midiacon - Sua mídia conectada
Sexta-feira
15 de dezembro de 2017
22 de novembro de 2017 - 12:49 Ex-governador Garotinho é levado para cadeia após fazer exames no IML
Ex-governador Garotinho é levado para cadeia após fazer exames no IML

Portal G1 Clique para ampliar a imagem

Publicidade

Garotinho deixou a sede da PF, no Centro do Rio, sob gritos de 'bandido' e 'corrupto'.

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho está sendo levado para a cadeia no início da tarde desta quarta-feira (22). Inicialmente, a informação era que o ex-governador seria levado para a cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, mas posteriormente a informação era que ele seria levado para o quartel dos bombeiros no Humaitá, na Zona Sul. Garotinho foi preso nesta manhã no apartamento onde no Flamengo, na Zona Sul. Rosinha Matheus, mulher dele e que também exerceu o cargo de governadora do Estado do Rio de Janeiro, foi presa em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

Quando deixou a sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, na Zona Portuária, por volta das 11h, populares xingaram o ex-governador com gritos de "bandido" e "corrupto". Ele foi conduzido até o Instituto Médico Legal (IML), no Centro, para fazer exame de corpo de delito. Por volta das 11h30, Clarissa Garotinho, uma das filhas dele, chegou ao local para acompanhar o exame.

Segundo um agente da Polícia Federal, a prisão tem relação com a delação do Ricardo Saud, da JBS. Ao todo, foram expedidos 9 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão pelo juiz eleitoral de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

Segundo a PF, a ação apura os crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais.
Rosinha Garotinho foi transferida, por volta das 11h40, da degacia da Polícia Federal para o presídio feminino Nilza da Silva Santos, em Campos.

De acordo com a defesa do casal, o objetivo é impetrar um habeas corpus no Superior Tribunal Eleitoral (STE), pedindo a soltura de Rosinha e Garotinho, ainda nesta quarta.

Segundo a Polícia Federal, durante as investigações, foram identificados elementos que apontam que uma grande empresa do ramo de processamento de carnes firmou contrato fraudulento com uma empresa sediada em Macaé para prestação de serviços na área de informática. Ainda segundo a PF, há suspeita que os serviços não eram prestados e que o contrato, de aproximadamente R$ 3 milhões, serviria apenas para o repasse irregular de valores para utilização nas campanhas eleitorais.

Outros empresários também informaram à PF que o ex-governador cobrava propina nas licitações da prefeitura de Campos, exigindo o pagamento para que os contratos fossem firmados.

Investigação
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), o presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues, negociou com Anthony Garotinho e com a JBS a doação de dinheiro oriundo de propina para a campanha do ex-governador ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, em 2014.

Após ser pressionado por Garotinho, Antonio Carlos pediu que a JBS conseguisse mais R$ 4 milhões para a campanha, ficando combinado, por fim, o pagamento de mais R$ 3 milhões, dinheiro oriundo de propina, para selar apoio do PR ao PT e ao PMDB, dinheiro que foi destinado, segundo o MP, a outra conduta ilícita, que era custear despesas do grupo político de Garotinho sem a devida declaração nem comprovação

O inquérito que embasa a denúncia partiu da delação de Wesley, Joesley e Saud. "Na ocasião, foi relatado que o referido Grupo Econômico doou cerca de R$ 3.000.000,00 para a campanha de Anthony Garotinho ao Governo do Estado do Rio de Janeiro em 2014, a título de "caixa 2", dinheiro não contabilizado na prestação de contas eleitoral, valendo-se de um contrato de prestação de serviços celebrado com uma empresa indicada por aquele candidato, apenas para dar aparência de legalidade ao repasse de dinheiro.", diz o documento.

Ainda segundo o MP, após a divulgação dos fatos, André Luiz da Silva Rodrigues procurou a Polícia Federal espontaneamente e se dispôs a esclarecer os fatos e de colaborar com as investigações, trazendo fatos até então desconhecidos dos investigadores. "Inclusive apontando e revelando a estruturação de uma organização criminosa, com emprego de arma de fogo inclusive, no seio da gestão municipal de Campos dos Goytacazes, no período em que Rosinha Garotinho foi prefeita (2009 a 2016)", diz o MP-RJ.

Ex-secretário também foi preso
Suledil Bernardio, que foi secretário de Governo da Prefeitura de Campos durante a gestão de Rosinha, também é alvo da operação. Os agentes fizeram buscas na casa do ex-secretário e ele foi levado para a sede da polícia federal em Campos.

A defesa dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho informou que só se pronunciará quando tiver acesso aos documentos que embasaram os mandados de prisão, o que ainda não aconteceu.

Em nota oficial, o ex-governador Anthony Garotinho atribui a operação de hoje a mais um capítulo da perseguição que diz estar sofrendo. Garotinho afirma ainda que nem ele nem nenhum dos acusados cometeu crime algum. A nota ainda reforça que essa operação à qual Garotinho e rosinha respondem não tem relação alguma com a Lava Jato.

Os presos serão encaminhados ao sistema prisional do Estado, onde permanecerão à disposição da Justiça. Garotinho já tinha sido preso na Operação Chequinho da PF, que investiga um esquema de troca de votos envolvendo o programa social Cheque Cidadão, na eleição municipal do ano passado. Ele foi solto em setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) derrubou a prisão domiciliar do ex-governador, e também as restrições que incluíam proibição de contato com qualquer outra pessoa, exceto seus familiares, e de uso celulares, internet ou outros meios de comunicação.


Fonte: Portal G1
© Copyright 2006 - Midiacon - Todos os direitos reservados
info@midiacon.com.br - Tel.: +55 11 3796 2965
Desenvolvimento mastermedia