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Terça-feira
7 de Setembro de 2010

Política

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28 de Julho de 2010 - 16:23 Lula cobra da ONU mais atenção para a região centro-americana
Lula cobra da ONU mais atenção para a região centro-americana

Lula cumprimenta o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, no Palácio Itamaraty ( Roosewelt Pinheiro/ABr) Clique para ampliar a imagem

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou hoje (28) da Organização das Nações Unidas (ONU) que observe mais a região centro-americana e preste atenção nas mudanças ocorridas na área. Lula fez o apelo durante o almoço oferecido ao presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, no Itamaraty.

"A ONU deve interessar-se mais pelas transformações em curso na nossa região, onde florescem projetos democráticos para a incorporação de maiorias historicamente excluídas. Ela própria deve reformar-se com vistas a superar flagrante desequilíbrio na representação entre Estados em seu Conselho", disse Lula, olhando na direção de Ortega.

O presidente brasileiro afirmou que é necessário aumentar as exportações de produtos nicaraguenses ao Brasil na busca de equilibrar as trocas comerciais e presenteou Ortega com um livro. Segundo Lula, o livro ensina como exportar para o Brasil.

Lula citou também a importância de se construir um acordo abrangente entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Sistema de Integração Centro-Americana (Sica). "Pretendemos impulsionar essa negociação durante a presidência brasileira do Mercosul, que assumiremos nos próximos dias", disse Lula.

Daniel Ortega retribuiu a colaboração de Lula elogiando a atuação do brasileiro no cenário político internacional. Segundo o presidente da Nicarágua, Lula, ao negociar um acordo de paz envolvendo o Irã, tentou evitar o agravamento de uma crise. Ex-guerrilheiro, que ajudou a derrubar o ex-ditador da Nicarágua Anastasio Somosa em 1979, Ortega disse que o mundo deve se unir para buscar a paz.

Para o presidente da Nicarágua, o mundo deve se esforçar para vencer vários desafios desde a manutenção da paz até o combate à pobreza e o fortalecimento reional, no caso dos países das Américas do Sul e Central

Golpe em Honduras
Ao receber hoje (29) o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem posição semelhante a do colega em relação à reintegração de Honduras à Organização dos Estados Americanos (OEA), afirmou que os dois países buscam respeito aos processos democráticos na região, sem retrocessos.

Para Lula, o golpe ocorrido em Honduras no ano passado não pode ser um incentivo a novas aventuras antidemocráticas na região.

"Não podemos permitir que o golpe de junho de 2009, em Honduras, se torne um incentivo a novas aventuras antidemocráticas. A posição dos demais países centro-americanos sobre o assunto é vital", disse Lula, antes de almoço oferecido ao presidente da Nicarágua, no Palácio do Itamaraty.

Como o Brasil, a Nicarágua impõe exigências ao governo do presidente de Honduras, Porfirio "Pepe" Lobo, para que o país seja reintegrado à OEA. O país foi suspenso do grupo desde a deposição do então presidente Manuel Zelaya do poder, em 28 de junho de 2009.

Nos próximos dias, a comissão especial da OEA, que examina a situação política de Honduras, deve concluir um relatório e encaminhá-lo à secretaria-geral do órgão. Para a reintegração à OEA, o governo do presidente Porfírio "Pepe" Lobo, precisa obter, no mínimo, 22 dos 33 votos dos integrantes da organização.

Para o Brasil e outros países latino-americanos, o que houve em Honduras foi um golpe de Estado, porque um movimento militar retirou do poder um governante que foi eleito pelo voto direto, o então presidente Manuel Zelaya. A interpretação vem gerando polêmica porque opositores de Zelaya afirmam que ele pretendia mudar a Constituição para se beneficiar com o direito à reeleição, o que não é permitido pela legislação hondurenha.


Fonte: Yara Aquino e Renata Giraldi - Agência Brasil




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