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21 de setembro de 2018
7 de março de 2015 - 14:24 "Fiquei surpreso", diz Dilceu Sperafico sobre seu nome na lista da Lava Jato
"Fiquei surpreso", diz Dilceu Sperafico sobre seu nome na lista da Lava Jato

O deputado Dilceu Sperafico (PP-PR) foto divulgação Clique para ampliar a imagem

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Gleisi Hoffmann (PT) e Nelson Meurer (PP) também estão na lista.
Ministro do STF autorizou investigação de 47 políticos na Lava Jato.


O deputado Dilceu Sperafico (PP-PR) disse em entrevista na manhã deste sábado (7) que ficou "surpreso" ao ver seu nome na lista dos 47 políticos suspeitos de participação no esquema de corrupção da Petrobras revelado pela Operação Lava Jato. A lista completa foi divulgada na noite de sexta-feira (6) pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a abertura de inquérito para investigar o grupo. A entrevista de Sperafico foi concedida em Toledo, no oeste do Paraná, onde mora com a família.

"Eu recebi com muita surpresa. Acreditava jamais estar nesta lista. Até porque a deleção premiada do doleiro Alberto Youssef e do Paulo Roberto Costa são pessoas que eu nunca tive nenhum contato. Nunca conversei e os conheço apenas pela televisão. Eu também nunca tive contato com nenhuma empreiteira porque não é o meu ramo. No Congresso Nacional eu trato do agronegócio brasileiro", relatou o deputado federal.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o doleiro Alberto Youssef citou Sperafico em depoimento e disse que ele fazia parte de um grupo de parlamentares de seu paartido que recebiam entre R$ 30 mil e R$ 150 mil por mês de propina.

Os políticos paranaenses Gleisi Hoffmann (PT-PR), senadora e ex-ministra e o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) também foram citados na lista.
Sobre Meurer, Youssef teria afirmado em depoimento que o deputado recebeu R$ 4 milhões para financiamento de campanha em 2010. O parlamentar também faria parte do núcleo político do PP que recebia repasses de R$ 250 mil a R$ 300 mil mensais. O deputado não foi encontrado pela reportagem para comentar o assunto.

Já a senadora Gleisi foi citada em um depoimento de Paulo Roberto Costa. Segundo ele, houve pagamento indevido de R$ 1 milhão para a senadora, por meio do Youssef, a pedido do então ministro Paulo Bernardo, para "auxílio" na campanha ao Senado em 2010.

A ex-ministra disse ter ficado "triste", mas "tranquila" com a decisão. "A investigação é oportunidade de esclarecimento dos fatos e espero que seja a forma de acabar com o julgamento antecipado. Não conheço e jamais mantive contato com Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef", disse.

A presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB), adversário na disputa eleitoral de 2014, ficaram fora das investigações que tramitarão no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar envolvimento de políticos no esquema de corrupção.



Fonte: Portal G1
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