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Sexta-feira
26 de maio de 2017
17 de março de 2017 - 16:5 Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, vai para prisão domiciliar
Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, vai para prisão domiciliar

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Juiz tomou decisão para garantir direito de filhos. Ela está presa desde dezembro, suspeita de fazer parte do sistema de corrupção revelado na Operação Calicute.

O Juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal, decidiu substituir a prisão preventiva da mulher do ex-governador Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, pela prisão domiciliar. Ainda não há data para soltura, pois os investigadores querem ter certeza antes que o imóvel para onde ela vai ser levada cumpra os pré-requisitos determinados, como não ter linha telefônica e internet.

A decisão da alteração da medida cautelar para Adriana foi tomada pelo juiz para garantir o direito dos filhos do casal, de 10 e 14 anos, que estavam com pai e mãe na prisão. Os filhos atualmente estão morando com o irmão, o deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB).

Segundo Alexandre Lopes, advogado da ex-primeira-dama, Adriana voltará para seu apartamento no Leblon. "Foi supresa ter pedido aceito, esperávamos no STJ, não hoje", admitiu.

Adriana Ancelmo está presa desde 6 de dezembro do ano passado, no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste. O complexo penitenciário é o mesma onde está o marido. Ela foi detida na Operação Calicute suspeita de lavar dinheiro e ser beneficiária do esquema de corrupção comandado por Cabral.

Mais três testemunhas eram ouvidas desde a manhã desta sexta-feira (17), durante audiência na 7ª Vara Criminal Federal do Rio, no processo derivado da Operação Calicute, que levou o ex-governador Sérgio Cabral para a cadeia em novembro do ano passado.

Uma das testemunhas ouvidas nesta sexta, Maria Luíza Trotta, diretora comercial da H. Stern, que atendia pessoalmente o casal, disse Sérgio Cabral e sua mulher Adriana Ancelmo adquiriram 40 joias na joalheria H. Stern entre meados de 2012 e 2015, que somavam valor de R$ 6 milhões. Os investigadores suspeitam que a compra de joias era uma das estratégias para lavar dinheiro proveniente da corrupção.



Fonte: Portal G1
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