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Quarta-feira
22 de novembro de 2017
18 de março de 2017 - 11:0 Doria defende jardim vertical como compensação para desmatamento: "Não há porque discriminar"
Doria defende jardim vertical como compensação para desmatamento: "Não há porque discriminar"

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Construtora vai bancar jardim vertical na 23 de Maio para compensar área que desmatou para erguer prédios no Morumbi. Prefeito promete 'maior corredor verde do mundo' na avenida.

O Prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), defendeu neste sábado (18) a implantação de jardins verticais como forma das incorporadoras compensarem o desmatamento causado durante a construção de novos prédios na cidade. Segundo o tucano, "não há porque discriminar" os jardins suspensos. Ambientalistas, porém, criticam a opção, que surgiu como uma alternativa ao plantio de árvores.

A polêmica começou quando a Prefeitura informou que uma construtora arcaria com os custos do jardim vertical que já começou a ser instalado na Avenida 23 de Maio, na Zona Sul da capital. A empresa desmatou uma área de 10 mil m² na região do Morumbi para construir três torres residenciais e vai instalar o corredor verde na via como um plano de compensação ambiental.

Enquanto ambientalistas questionam a eficácia da "compensação", já que, segundo eles, jardins verticais não dão o mesmo retorno para a natureza que as árvores derrubadas, Doria afirma não ver razão para as críticas. "Todas as formas são boas. Não há porque discriminar os jardins verticais. Eles são bons. São bons no Brasil, são bons no Canadá, são bons nos Estados Unidos", justificou.

"Não há de se estabelecer comparação entre uma coisa e outra. Plantio de árvore, reflorestamento, as ações do verde são importantes. Como também o corredor verde. Esse será o maior corredor verde do mundo, com mais de 6 km de empenas com verde. Um trabalho bem feito, com manutenção garantida por três anos", acrescentou.

O tucano citou o exemplo do jardim vertical instalado no Minhocão, no Centro da cidade, durante a gestão Haddad, para explicar o que pretende fazer na Avenida 23 de Maio, onde antes existia o mural "São Paulo Antiga", do grafiteiro Eduardo Kobra. "Todas as pessoas apreciam, gostam. Humanizou aquele espaço e vai humanizar também a 23 de Maio", comparou.

De accordo com o prefeito, o intitulado "maior corredor verde do mundo" ficará pronto em breve. "São duas etapas. A primeira etapa agora em 25 de abril, e a segunda etapa em 25 de maio. 25 de maio nós teremos os seis quilômetros prontos", prometeu ele, antes de deixar mais uma etapa da operação Cidade Linda, realizada em Santana, na Zona Norte, nesta manhã. Na oportunidade, vestiu-se de coletor de lixo, andou de caminhão e voltou a plantar uma muda de pau-brasil.

Compensação ambiental
A empresa que vai instalar o jardim suspenso na 23 de maio desmatou, em 2013, mais de 800 árvores de um terreno no Morumbi, na Zona Sul. Entre elas, espécies nativas, como cambuí, canela e pau-jacaré. Para poder derrubá-las, a construtora fechou, em 2009, durante a gestão Gilberto Kassab (PSD), um plano de compensação ambiental.

A princípio, o acordo era de compensar o desmatamento com a implantação de quatro parques na capital. Em 2015, na gestão Fernando Haddad (PT), o acordo mudou e a empresa passou a ficar responsável por instalar oito jardins verticais em prédios particulares da região central. Uma parte chegou inclusive a ser feita no Minhocão, referência do projeto de Doria.

A contrapartida restante para "reparar" o prejuízo ambiental vai agora para a 23 de Maio, em uma decisão da atual administração. A justificativa é que, assim, locais públicos também são beneficiados. A autorização para compensar a mata derrubada com um "melhoramento paisagístimo" na avenida foi assinada pelo secretário municipal do Verde, Gilberto Natalini (PV).

Críticas
Ambientalistas questionam a compensação. Segundo profissionais ouvidos pelo SPTV, a medida não repara a perda das árvores. "Existem benefícios das árvores que não são compensáveis por paredes verdes, como abrigo de fauna e outras coisas", afirma a especialista Claudia Visoni.

"Essa troca não pode virar moda, porque a gente corre o risco de a cidade ir se tornando ainda mais deserta. Quando a gente troca árvores no chão e compensa por paredes, a gente vai ter uma cidade mais quente, mais poluída, mais seca", acrescentou ela.



Fonte: Portal G1
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