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Quinta-feira
16 de agosto de 2018
3 de agosto de 2018 - 9:53 Fiocruz registra aumento em mortes de macacos no Sudeste
Fiocruz registra aumento em mortes de macacos no Sudeste

Agência Brasil Clique para ampliar a imagem

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A Fundação Oswaldo Cruz constatou que voltou a ocorrer morte de macacos em regiões em que a incidência havia diminuído.

A informação foi dada pela pesquisadora Márcia Chame, coordenadora da plataforma de biodiversidade e saúde silvestre da Fiocruz, durante o lançamento da Operação Primata, feito em Florianópolis, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), no IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação.

Segundo a pesquisadora, é preciso avaliar esses casos, que são a continuação de um processo de febre amarela. "Esses registros foram feitos por pessoas da região Sudeste, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santos e Minas, onde houve um impacto grande. Isso ainda continua acontecendo, embora tenha reduzido", revelou.

Para Márcia Chame, a perspectiva era de haver menos casos porque há uma dinâmica em que o ciclo, quando começa a esfriar em maio, há uma diminuição de ocorrências e só volta a retomar após outubro, com pico no verão.

"Este ano a gente está vivendo um inverno bastante quente e começa a ver animais mortos. A gente já fez um alerta para a coleta dos animais e não tem a certificação de que aquilo é febre amarela, mas, como a gente vem nesse processo, tem que manter o alerta. As pessoas têm que ficar atentas. Houve uma baixa adesão à vacina em muitas áreas e é importante que as pessoas não pensem que a doença já foi e não precisam se vacinar mais", alertou.

Macacos são identificados
No entanto, a pesquisadora deu também uma boa notícia. Em algumas áreas onde ocorreram muitos casos de morte de macacos, a população já começou a identificar mais animais na região.

"Há registros de pessoas vendo animais em condições de saúde bastante boas e isso é sempre uma excelente notícia. Na Ilha Grande, onde houve os primeiros registros de febre amarela em humanos, já tem bugios com boa saúde. Essas notícias são boas, animam", completou.

Ainda durante do lançamento da Operação Primatas, o professor da Universidade de Brasília, Bráulio Dias lamentou a informação do coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros do Instituto Chiico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Leandro Jerusalinsky, de que, apesar das ocorrências de febre amarela no Brasil, o país não conseguiu mensurar a expansão do impacto do surto da doença em comunidades de primatas.

"A gente poderia fazer melhor. Tinha que ter capacidade de mobilizar parceiros para conseguir este dado. Sei que é difícil, mas é importante", observou.

O professor chamou atenção para a situação de caça de primatas em diversas regiões. Ele revelou que uma iniciativa, iniciada na África, tem a ideia básica de que não se resolve esta questão apenas com a polícia e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

"O foco é restabelecer os laços com povos indígenas e comunidades locais, que estão no campo no dia a dia. Eles são os maiores consumidores de primatas. Acho que temos que trabalhar com eles e explicar que as espécies estão ameaçadas e vão desaparecer. Tenho certeza que podem ser parceiros", disse.

Para o secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, José Pedro Oliveira Costa, a caça de primatas, quando vinculada a comunidades tradicionais, passa pela necessidade de entendimento dessa população de que os animais podem ser mais valiosos a partir da visitação em projetos de ecoturismo do que servir "uma panelada de um pouco de carne para um fim de semana. Isso é questão de educação e de informação, disse.

Primatas
O secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, José Pedro Oliveira Costa, informou que a Operação Primatas visa evitar a extinção dessas espécies.

"O Brasil é o país que mais tem primatas no mundo e é a nação onde está a maior quantidade de primatas ameaçados. Temos 150 diferentes espécies de primatas e 37 delas ameaçadas e seis criticamente ameaçadas", revelou.

A operação estabeleceu oito ações prioritárias, entre elas, a criação da unidade de conservação Sauim-de-coleira, na zona urbana de Manaus; uma outra para assegurar a proteção do guigó-de-Coimbra-Filho em Sergipe; e o fortalecimento da Reserva Biológica Mata Escura que tem entre as espécies o Barbado Vermelho, que, segundo Leandro Jerusalinsky, é um dos animais com mais risco de extinção no mundo.



Fonte: Agência Brasil
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