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Terça-feira
17 de outubro de 2017
17 de março de 2017 - 17:15 Ministério anuncia afastamento de 33 servidores envolvidos na "Carne Fraca"
Ministério anuncia afastamento de 33 servidores envolvidos na "Carne Fraca"

Reprodução/Portal G1 Clique para ampliar a imagem

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Operação da PF, deflagrada nesta sexta, investiga o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, anunciou nesta sexta-feira (17) que 33 servidores da pasta foram afastados por envolvimento no esquema apurado pela Operação "Carne Fraca", da Polícia Federal.

Novacki disse ainda que, embora a carne brasileira esteja presente em cerca de 150 países, há "receio" de fechamento dos mercados dos Estados Unidos e da União Europeia e, diante disso, o governo definiu argumentos "mais que contundentes" para rebater "qualquer tipo de suposição" sobre a qualidade da carne.

A operação, deflagrada nesta sexta, investiga o envolvimento de fiscais do ministério em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Em dois anos de investigação, detectou-se que funcionários de superintêndencias regionais dos estados de Paraná, Minas Gerais e Goiás recebiam propina para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva. Alguns dos funcionários estão entre os detidos na operação.

"O ministro determinou o afastamento de todos os servidores envolvidos. 33 servidores que estamos instaurando procedimentos. <...> Daremos suporte à Polícia Federal para informações e estamos tomando todas as medidas administrativas e informando o Ministério Público Federal", afirmou Novacki.

De acordo com o ministério, o esquema fraudou mortadela, salsichha, carne de aves, carne bovina e rações para animais.

Leia também: Frigoríficos investigados vendiam carne vencida no Brasil e no exterior

Estabelecimentos interditados
Segundo o Ministério da Agricultura, três estabelecimentos foram interditados em razão da operação desta sexta:

um da BRF, em Mineiros (GO);

um da Peccin Agroindustrial, em Curitiba (PR);
outro da Peccin, em Jaraguá do Sul (SC).

'Fatos isolados'
Eumar Novacki avaliou, ainda, que o esquema investigado pela Polícia Federal não é um "fato cotidiano", mas, sim, "fatos isolados que não representam a postura geral" do ministério.

Segundo o secretário-executivo, o episódio deixou o governo "indignado" e "muito contrariado" porque as investigações causam "dano à imagem".

Em outro trecho da entrevista desta sexta, Novacki, disse: "Nós queremos deixar claro que nós não aceitamos esse tipo de conduta. Iremos tomar todas as providências para punir aqueles que desviaram a conduta, e vamos trabalhar para que isso não volte a acontecer."

Ao avaliar a operação desta sexta, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura disse, ainda, que, embora o sistema de fiscalização da pasta seja "robusto", "nenhum sistema está livre de má índole".

"Eu preciso reforçar que o sistema de vigilância sanitária no Brasil é um sistema consolidado, robusto e aprovado por inspeções internacionais. Ou seja, nosso sistema funciona. Agora, nenhum sistema está livre de má índole. Se você tem uma pessoa atrás desse sistema operando com segundas intenções, haverá falhas. Mas nós estamos tomando as medidas para tornar cada vez mais difícil a fraude", disse.



Fonte: Portal G1
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