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Sexta-feira
15 de dezembro de 2017
4 de março de 2017 - 16:41 Críticas às prisões preventivas não se sustentam nem na quantidade nem na extensão, diz Sérgio Moro
Críticas às prisões preventivas não se sustentam nem na quantidade nem na extensão, diz Sérgio Moro

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O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelas ações penais da Operação Lava Jato na primeira instância, defendeu, em artigo, o instrumento das prisões preventivas usado em 79 casos nestes três anos de operação. No artigo, publicado na edição deste final de semana da revista Veja, o magistrado afirma que "as críticas, às vezes severas, contra as prisões preventivas da operação não encontram fundamento nem na quantidade nem na extensão". Para ele, talvez só existam críticas porque "atrás das grades, há presos ilustres".

No artigo, o juiz contabiliza que já foram decretadas 79 prisões preventivas, que foram, paulatinamente revogadas ou substituídas por sentenças condenatórias, restando, hoje, sete acusados presos preventivamente. Ele compara os números com a Operação Mãos Limpas, da Itália, citando que lá, nos primeiros três anos, foram decretadas mais de 800 prisões e diz que 79 prisões preventivas em três anos são um número muito menor do que a média de qualquer vara de inquéritos ou de crime organizado das grandes capitais brasileiras.

Ele afirma, também, não ser extraordinário o fato de haver presos sem sentença "há alguns meses". Segundo o juiz muitas das prisões se prolongam porque as próprias defesas usam manobras procrastinatórias nos processos, fazendo tardar as sentenças para "alegar junto a ouvidos sensíveis a demora excessiva da prisão provisória".

O juiz ainda nega o uso da prisão preventiva para obter confissões ou acordos de delação, citando que a maioria dos colaboradores da Lava Jato firmaram seus acordos em liberdade. "Se a firmeza que a dimensão dos crimes reclama não vier do judiciário, não virá de nenhum lugar", conclui o juiz.

Fonte: UOL notícias




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