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23 de abril de 2017
16 de setembro de 2016 - 10:59 Yamaha traz de volta a Neo, agora com motor 125 e novo design, por R$ 7.990
Yamaha traz de volta a Neo, agora com motor 125 e novo design, por R$ 7.990

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Com a necessidade cada vez mais latente de um meio de transporte ágil e eficiente para os centros urbanos, a Yamaha aposta de vez no chamado público "seis rodas". Ele consiste no cliente que possui um automóvel, mas sente falta de um veículo mais rápido e econômico para enfrentar o trânsito diário - além, é claro, dos iniciantes no mundo duas rodas em geral. Daí a volta da Neo, que vem se juntar à NMax na gama de scooters compactas da marca.

Disponível a partir da segunda quinzena de outubro nas lojas, a Neo 2017 é basicamente a terceira geração do modelo. O chassi, feito do zero, é mais rígido e foi projetado de modo a ter o piso plano e não mais dividido (tipo Cub, como era antes). Já o motor agora é de 125 cc injetado (o antigo era 115 carburado), enquanto o visual foi completamente reformulado, com direito a faróis de LED. Há também importantes itens de segurança, como freios de atuação combinada (sistema UBS) e descanso lateral que, ao ser acionado, desliga automaticamente o motor. O preço é de R$ 7.990, tendo como principais concorrentes a Honda Lead 110 (R$ 7.209), Honda Biz 125 (R$ 8.790) e Suzuki Burgman 125i (R$ 9.490).

Características positivas da antiga Neo também foram preservadas, como o corpo esguio e de baixo peso (11 kg mais magro, num total de 96 kg em ordem de marcha) e o câmbio automático do tipo CVT, que não realiza trocas de marcha e deixa a condução suave. Na parte de suspensão, a scooter vem equipada com garfos telescópicos na dianteira (90 mm de curso) e bi-amortecida na traseira (80 mm). Em relação à antiga Neo, a nova traz rodas menores (aros 14″ contra 16″ de antes) e pneus mais largos (80/80 na dianteira e 90/80 na traseira).

O novo motor monocilíndrico de 125 cc traz comando simples e duas válvulas, além de alimentação por injeção eletrônica sequencial e cilindro de diasil (liga de alumínio com silício), que alia resistência mecânica e melhor dissipação de calor. Desenvolve 9,8 cv de potência (8.000 rpm) e 0,98 kgfm de torque (5.500 rpm), contra 8,3 cv (8.000 rpm) e 0,8 kgfm (7.000 rpm) do antigo 115 cc. A partida é elétrica e o tanque de combustível tem capacidade para 4,2 litros. Já o painel de instrumentos é analógico e conta com lâmpada ECO, que acende quando o condutor está pilotando de forma econômica. Sob o banco, o porta-objetos tem capacidade para um capacete aberto, além de dois pinos para prender capacetes quando a scooter estiver estacionada.

Em termos de pós-venda, a Yamaha oferece pela primeira vez num scooter a assistência 24 horas gratuita, válida por um ano (com opção de renovação ao fim do período). Também conta com revisões de preço fixo até a sétima manutenção (30 mil km). O seguro é de R$ 600, independentemente do perfil, oferecido pela própria marca.

Pela cidade
Para promover o lançamento, a Yamaha organizou um test-ride em formato de game pela capital paulista, incluindo quatro pontos diferentes da cidade. Em meio ao trânsito, o destaque da Neo 125 ficou por conta da agilidade. Ela é bem magra (670 mm de largura) e teve o entre-eixos encurtado em relação à antiga versão, o que melhorou ainda mais sua manobrabilidade entre os outros veículos.

Outro ponto positivo veio do motor 125 aliado ao CVT que, sem patinar na saídas, faz a Neo arrancar com facilidade na frente dos carros e de motos de baixa cilindrada no semáforo verde. Nas vias expressas, alcança a máxima legal de 70 km/h sem esforço. Além disso, o propulsor tem um ronco grave para uma scooter e trabalha com baixo nível de vibração. Também gostamos do banco, revestido com tecido aderente e de espuma macia.

A suspensão, que "batia" facilmente no modelo anterior, está muito mais confortável. Mesmo forçando ao passar por valetas e quebra-molas, não atingimos o fim de curso - o que costuma ser um problema em scooters. Por fim, os freios se mantiveram fortes, agora com a vantagem do sistema unificado. Ao acionarmos a manete do freio traseiro, o sistema pressiona também um pouco do freio dianteiro, tornando a frenagem mais equilibrada.

Pena a Neo pecar num ponto de diferenciação dos scooters em relação às motos, justamente no espaço sob o banco. Com apenas 14 litros, o porta-objetos é um dos menores do mercado.

Por Eduardo Silveira

Fonte: UOL Motos
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