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Terça-feira
17 de outubro de 2017
10 de outubro de 2017 - 15:16 Presidente da Catalunha diz que região ganhou o direito de ser independente e propõe diálogo
Presidente da Catalunha diz que região ganhou o direito de ser independente e propõe diálogo

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Fala de Carles Puigdemont propõe redução de tensões e pede envolvimento da União Europeia.

O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, baseado no referendo de 1º de outubro, disse nesta terça-feira (10) no Parlamento catalão que a região ganhou o direito de ser independente, e propôs um processo de diálogo.

"Neste ponto, assumo o mandato do povo para que a Catalunha se torne um Estado independente sob a forma de uma república", acrescentou.

"Não somos deliquentes, não somos loucos, não somos golpistas. Somos pessoas normais que querem o direito de votar", disse Puigdemont, antes, dirigindo-se à população do restante da Espanha, ao explicar como via a necessidade do referendo. Ele pediu por uma redução das tensões no impasse com Madri.

Puigdemont foi seguida pela deputada Ines Arrimadas, do partido Ciudadanos, que tomou as palavras do presidente como uma declaração de independência. "Você é o pior nacionalismo na Europa", disse. "As urnas verdadeiras, que dão muito medo a vocês, quando as tenhamos, neste momento vamos recuperar uma nova Catalunha que supera esses 30 anos de nacionalismo".

Impacto
A declaração de Puidgdemont impacta diretamente 16% da população espanhola que vive nessa região do nordeste da Espanha, grande como a Bélgica e que contribui com 19% do PIB do país. A União Europeia já havia alertado que, em caso de separação, o território ficaria fora do bloco.
Mais cedo, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu qe o líder retornasse ao "diálogo possível" com Madri.

"Hoje lhe peço que respeite a ordem constitucional e não anuncie uma decisão que torne esse diálogo impossível", declarou Tusk ante o Comitê Europeu das Regiões.

A Catalunha realizou um referendo pela independência no dia 1º de outubro, que teve comparecimento de apenas 43%, dos quais 90% afirmaram que querem a separação do país e a formação de uma república. A votação do referendo foi considerada ilegal pelo governo de Madri desde o primeiro momento em que a região anunciou sua intenção.

O que dizem as leis
As autoridades espanholas argumentam que a separação não é legal porque a Constituição do país declara que o país é indivisível. Além disso, a Constituição também estabelece que só o rei pode convocar um plebiscito, depois de ser proposto pelo chefe do governo, com autorização do Congresso.

O governo espanhol ainda considera que Puigdemont e outras autoridades catalãs que incentivam a independência cometem o delito de rebeldia.

Puigdemont, por sua vez, defende que a declaração de independência está prevista na lei do referendo, aprovada no Parlamento regional, e que seu governo vai adotar "o que diz a lei". A lei foi aprovada em setembro, um ano depois de os partidos separatistas conquistarem a maioria absoluta dos assentos no Parlamento.

A lei catalã que determinou a realização do referendo diz que o Parlamento da Catalunha deve declarar a independência da região após uma proclamação de vitória do "sim" pela comissão eleitoral da Catalunha.




Fonte: Portal G1
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