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Segunda-feira
23 de julho de 2018
27 de abril de 2018 - 12:44 Voo da Chape teve indicação de emergência 40 minutos antes de cair, mas tripulação nada fez, diz relatório final
Voo da Chape teve indicação de emergência 40 minutos antes de cair, mas tripulação nada fez, diz relatório final

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Investigação conclui que faltou combustível para chegar a Medellín e empresa Lamia fez gestão de risco inadequada, levando à morte de 71 pessoas em tragédia na Colômbia.

Aeronáutica Civil da Colômbia apresentou nesta sexta-feira (27) as conclusões do relatório final do desastre do avião da Chapecoense, apontando que, 40 minutos antes do acidente, a aeronave já estava em emergência por falta de combustível e a tripulação nada fez, mesmo tendo indicação na cabine, como luz vermelha e avisos sonoros.

Os investigadores chegaram a essa conclusão ao analisar a caixa-preta, que contém gravadores de dados de voz e de voo.

A investigação concluiu também que o avião tinha 2.303 quilos de combustível a menos do que deveria levar para a viagem. Segundo as normas internacionais, um voo deve ter combustível para chegar ao aeroporto de destino, mais o suficiente para um aeroporto alternativo, caso haja problemas, e ainda mais 30 minutos de reserva.

O mínimo para cumprir os regulamentos internacionais naquele voo era um total de 11.603 quilos de combustível, segundo a investigação. Mas a aeronave da Lamia tinha apenas 9.300 quilos de combustível.

Sem escala
O avião da empresa Lamia caiu levando a delegação do time catarinense no dia 28 de novembro de 2016, deixando 71 mortos. A investigação confirma que o combustível do avião era insuficiente para o voo entre Santa Cruz, na Bolívia, e Medellín, na Colômbia.

O acidente ocorreu por esgotamento de combustível como consequência da falta de gestão de risco apropriada pela Lamia, afirmou a autoridade de aviação civil colombiana, que classificou a situação como algo "inconcebível de acontecer".

Sem o combustível, os motores pararam de funcionar e o avião planou até bater.

Entre as principais conclusões apresentadas na Colômbia estão:

40 minutos antes do acidente, o avião já estava em emergência e a tripulação nada fez. Houve indicação, luz vermelha e avisos sonoros, na cabine. "A tripulação descartou uma aterrisagem em Bogotá ou outro aeroporto para reabastecer", diz o documento.

O controle de tráfego aéreo desconhecia a "situação gravíssima" do avião.
a tripulação era experiente, com exames médicos em dia.

O contrato previa escala entre Santa Cruz e o aeroporto de Medellín, mas a empresa planejou voo direto.

A Lamia estava em situação financeira precária e atrasava salários aos funcionários. A empresa sofria de desorganização administrativa.

A Lamia não cumpria determinações das autoridades de aviação civil em relação ao abastecimento de combustível. Quando foi apresentado o relatório preliminar, já havia sido destacado que o piloto estava consciente de que o combustível que tinha não era suficiente.

O piloto, Miguel Quiroga, "decidiu parar em Bogotá, mas mais adiante mudou de ideia e foi direto para Rionegro", onde o avião caiu.

A Colômbia deve melhorar controles sobre voos fretados.

A Aeronáutica Civil colombiana reforçou que o relatório final não se destina a apontar culpados para que sejam punidos, mas esclarecer as circuntâncias do acidente para permitir que sejam adotadas medidas preventivas que evitem novos acontecimentos como o da tragédia da Chape.

O relatório final conta com dados que o preliminar não tinha, como a análise das caixas pretas e documentos relativos à situação da empresa.




Fonte: Portal G1
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