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Terça-feira
18 de Junho de 2013
20 de Julho de 2012 - 15:35 Missõa da ONU é ampliada na Síria enquanto Assad enterra generais mortos
Missõa da ONU é ampliada na Síria enquanto Assad enterra generais mortos

O presidente sírio, Bashar al Assad, perdeu nesta sexta-feira (20) outro de seus colaboradores mais próximos Clique para ampliar a imagem

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Ofensiva rebelde transformou a capital Damasco em campo de batalha

O CS (Conselho de Segurança) da ONU decidiu nesta sexta-feira (20), por unanimidade, ampliar durante um "período final de 30 dias" a UNSMIS (Missão de Observação das Nações Unidas na Síria), cujo mandato expira hoje.

Os 15 países, sob a Presidência rotativa da Colômbia, adotaram uma resolução apresentada por Reino Unido, França, Alemanha e Portugal, que também leva em consideração "as implicações operacionais e a cada vez maior situação de periculosidade na Síria".

Ofensiva contra a cúplula
O presidente sírio, Bashar al Assad, perdeu nesta sexta-feira (20) outro de seus colaboradores mais próximos com a morte do chefe da Segurança Nacional, Hisham al Ijtiar, por causa dos ferimentos sofridos no atentado de há dois dias em Damasco, enquanto seus seguidores recuperaram o controle de um bairro do centro da cidade.

Ijtiar, um dos principais assessores do presidente em matéria de segurança, morreu nesta manhã devido aos ferimentos sofridos no ataque contra a sede do departamento que dirigia, do qual se responsabilizou o rebelde ELS (Exército Livre Síria).

Enquanto isso, foram realizados nesta sexta-feira os funerais dos outros mortos no atentado: o ministro e vice-ministro da Defesa, Dawoud Rajiha e Assef Shawkat, cunhado de Assad; e o assistente presidencial Hassan Turkmani, que morreram no mesmo dia da explosão.

A agência de notícias oficial síria, a "Sana", mostrou fotos do funeral, ao qual Assad não foi, embora tenha contado com a presença do vice-presidente, Farouk al Charaa; do novo ministro da Defesa, Jassim al Freich; e do primeiro-ministro, Riad Hiyab; entre outros altos cargos políticos e militares.

Os funerais, de caráter militar porque todos os mortos eram generais do Exército, aconteceram no Monumento dos Mártires na montanha de Qasiun nos arredores de Damasco.

O regime de Assad, que nas últimas 24 horas perdeu o controle de parte da fronteira com Iraque e Turquia, anunciou esta manhã que tinha recuperado o domínio do bairro de Al Midan, em Damasco, palco de choques com os rebeldes durante a última semana. Segundo a televisão oficial, as autoridades restabeleceram a segurança no bairro, após "limpá-lo de mercenários e terroristas".

Durante a operação, as foras governamentais apreenderam uma grande quantidade de armas, como metralhadoras e cinturões de explosivos, uniformes militares, granadas e equipamentos de comunicação, assinalou a rede.

Enquanto isso, prosseguem os combates em outros pontos de Damasco como no distrito de Al Mezzeh, no sudoeste, onde as forças da ordem enfrentaram o ELS, que tentou atacar um centro de treinamento militar nessa região, disse à Efe pela internet o porta-voz dos rebeldes dentro do país, Qasem Saadedin.

A oposição denunciou que os helicópteros e a artilharia do regime bombardearam várias localidades da periferia da capital. Além disso, os soldados do governo dispersaram a tiros várias manifestações que saíram às ruas da capital para pedir a queda de Assad em Al Midan, e nos bairros de Mezzeh e Kafr Susa, no sudoeste, afirmaram os opositores.

Além disso, foram reprimidos vários protestos na província de Aleppo, no norte da Síria. Dezenas de pessoas morreram nesta sexta-feira com os ataques das forças do regime em diferentes pontos do país: enquanto a Comissão Geral da Revolução Síria assinalou que houve 102 mortos, o Observatório Sírio de Direitos Humanos situou o número em 74 e os Comitês de Coordenação Local, em 145.

Esses grupos destacaram que, à parte de Damasco e seus arredores, outras regiões provinciais castigadas foram Deraa (sul), Idleb (norte) e Homs (centro), entre outras. Estas informações não puderam ser verificadas de forma independente pelas restrições impostas pelo regime aos jornalistas para trabalhar.

O conflito sírio afetou inclusive o mês de jejum do Ramadã, que começou em boa parte dos países da região: enquanto na quinta-feira a televisão oficial anunciou que começa neste sábado, os opositores afirmaram que iam seguir outros estados do Oriente Médio e que o iniciariam hoje.

Rússia
O presidente russo Vladimir Putin acredita que qualquer tentativa de atuar contra o regime sírio sem o consenso do Conselho de Segurança da ONU será ineficaz, informou nesta sexta-feira seu porta-voz, Dimitri Peskov, citado pelas agências russas.

"Segundo o presidente russo, qualquer tentativa de atura fora do Conselho de Segurança da ONU será ineficaz e prejudicará a autoridade desta organização internacional", declarou.

Putin fez esta declaração durante uma reunião do Conselho de Segurança russo, um órgão consultor que decide a política de segurança nacional do país.


Fonte: R7.com

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