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Sábado
24 de agosto de 2019
4 de fevereiro de 2019 - 11:51 Chuva altera rotina das buscas por vítimas da tragédia em Brumadinho
Chuva altera rotina das buscas por vítimas da tragédia em Brumadinho

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Início foi adiado, e equipe de bombeiros realiza operação a pé e com bote em trecho do rio Paraopeba. Previsão é de que maquinário seja utilizado no início da tarde desta segunda (4). Tragédia deixou mais de uma centena de mortos.

As chuvas que atingem a cidade de Brumadinho atrasaram o início das buscas nesta segunda-feira (4) por vítimas do rompimento da barragem da Vale. Os trabalhos já haviam sido interrompidos na tarde deste domingo (3) justamente por conta da ameaça de chuva.

Nesta manhã, os trabalhos começaram apenas por volta das 8h - normalmente, os helicópteros decolavam a partir das 6h30 - e estão restritos a buscas a pé e em botes em um trecho do Rio Paraopeba, segundo o Corpo de Bombeiros. A previsão do tenente Pedro Aihara é de que o maquinário volte a ser empregado no início da tarde desta segunda (4).

Segundo o tenente coronel Anderson Passos, há risco para os bombeiros na principal área de buscas, chamada de zona quente, porque a perspectiva é de que o rejeito remanescente na barragem do acidente possa se desprender e se deslocar até o trecho de ação das equipes por conta da chuva.

Até agora, 114 dos 121 mortos encontrados foram identificados. Há ainda 205 pessoas desaparecidas e outras 394 que foram localizadas com vida. Segundo a Polícia Civil, foi colhido material genético de 210 pessoas para ajudar na identificação de vítimas.

Trabalham no local mais de 454 homens e 14 cães farejadores, além de 9 máquinas retroescavadeiras e anfíbias e 12 aeronaves. Desde sexta-feira (1º), quando o rompimento da barragem da Vale na Grande BH completou uma semana, a operação de resgate entrou numa nova fase e não tem data para acbar, segundo as autoridades.

No sábado (2), além das buscas, começaram as vistorias em barragens do estado e foi finalizada a 1ª estrutura de contenção no rio Paraopeba.

Números da tragédia
121 mortos confirmados - 114 identificados

205 desaparecidos

192 resgatados

395 localizados

Desde o dia seguinte ao rompimento da barragem não são achados sobreviventes. Para os bombeiros, é muito pequena a possibilidade de achar alguém vivo em meio ao mar de lama, que varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale.

Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da mineradora. Por causa do número de mortos, o prédio do velório municipal não foi suficiente. Outros dois locais foram improvisados para receber as famílias.

Vistorias em barragens
Fiscais da Agência Nacional de Mineração, da Fundação Estadual do Meio Ambiente e da Defesa Civil começaram neste sábado (2) a vistoria da barragem Vargem Grande, da Vale, em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais. Esta é uma das 40 barragens de rejeitos consideradas de alto potencial de dano no estado.

Eles fizeram uma inspeção e analisaram os planos de segurança. A Vargem Grande é uma das barragens construídas a montante pela Vale. Ela tem 9,5 milhões de m³ de rejeitos. O que estourou em Brumadinho tinha 12 milhões de m³ de rejeitos.

A empresa anunciou, nesta semana, que vai paralisar as atividades lá e em outras nove barragens em Minas Gerais para realizar o descomissionamento - que é a desativação e retirada dos rejeitos da barragem - nos próximos três anos. Na realidade, a decisão de acabar com as estruturas foi tomada em 2016.



Fonte: Portal G1
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