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Familiares das vítimas do acidente da TAM em julho de 2007 revivem o momento em que souberam da tragédia
Foi pela televisão que Dario Scott percebeu que sua filha, de apenas 14 anos, poderia estar entre as vítimas do voo JJ3054 da TAM, que explodiu contra o prédio da própria empresa, em frente ao aeroporto de Congonhas, em julho de 2007. O acidente matou a adolescente e mais 198 pessoas que partiam em um voo de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, para São Paulo.
"Eu vi, ao vivo, minha filha sendo queimada pelas chamas", afirma Scott. Thaís Volpi Scott estava, junto com uma amiga da mesma idade, voltando de uma viagem de férias.
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Assim como Scott, Archelau Xavier também acompanhou pela TV a maior tragédia aérea do país. "A princípio não acreditei que era o avião dela", afirma o pai de Paula Xavier, de 24 anos.
Ela voltava de uma viagem com o namorado Lucas Mattedi exatamente naquele voo. "Eu e minha esposa já havíamos preparado um jantar para recebê-los. O tempo passou e, quando vimos que ela não entrava em contato, ficamos em choque", explica.
A espera pela lista com os nomes dos passageiros foi tensa. Geraldo Silva Junior esperava para saber se, de faato, seu filho Janus Silva, de 26 anos, estava no mesmo acidente. "Foi desesperador. Embarcamos às pressas da Bahia, onde moramos, para São Paulo e, até que saíssem os nomes dos passageiros, houve muita angústia", disse Junior.
Perdemos o chão
Carlos Hirchmann tinha uma estreita relação com Rodrigo Almeida, de 26 anos. Padrasto considerado o segundo pai biológico, ele também acompanhou pela televisão o maior acidente aéreo do país. "Não imaginávamos que ele poderia estar ali. Ele não tinha avisado sobre a viagem e, perplexos, acompanhávamos a dor de outros familiares que ali estavam", diz.
"Foi quando o primo de Ricardo nos ligou. Perdemos o chão naquele minuto", relembra emocionado. A dor de um pai, segundo Hirchmann, era a maior que alguém poderia sentir naquele momento. "Perdi meu pai com dez anos. Mas, nesse caso, foi como se tivesse havido uma inversão nos papéis. Não esperávamos perder um filho. Ainda mais daquele jeito, subitamente".
Lembrança
Cinco anos após a tragédia que abalou 199 famílias, é a saudade de predomina entre os familiares. "Para mim é doloroso até hoje. Sinto muita falta do meu irmão", afirma Arlete Batista Ramos, irmã de Arnaldo Ramos, de 38 anos na época do desastre.
Maria Estela Teixeira, mãe de Douglas Henrique Teixeira, que tinha 28 anos, comenta a dificuldade de conviver com a ausência. "A saudade é imensa. Não há como ter uma dimensão", explica.
Fonte: Band.com.br