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Terça-feira
27 de junho de 2017
2 de abril de 2017 - 11:13 "Voar era a vida dele", diz irmão de piloto que morreu em queda de avião em Sorocaba
"Voar era a vida dele", diz irmão de piloto que morreu em queda de avião em Sorocaba

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Marcelo Cardille esteve na cidade para liberar o corpo de Milton José Cardille e Jumara Nogueira Vieira. Casal morreu em acidente aéreo na sexta-feira (31).

A liberação dos corpos do casal Milton José Cardille e Jumara Nogueira Vieira, morto na queda de um avião na zona norte de Sorocaba (SP), foi feita pelo empresário Marcelo Cardille, irmão do piloto e sócio dele em uma pousada localizada em Roraima. Ainda muito abalado com o acidente, Marcelo disse em entrevista ao G1 que conversou com o irmão horas antes do acidente.

Marcelo conta que o avião tinha autonomia para voar sete horas e o trajeto de Manaus a Sorocaba era feito em até cinco horas. "Ele morava em Manaus e vinha para cá quando acabava a temporada de pesca, agora em março."

O casal deveria ficar em São Paulo até meados de setembro, como fazia todos os anos, e retornar para Roraima no início da temporada de pesca esportiva. A aeronave passaria por uma manutenção de rotina e, segundo Marcelo, sempre era trazida ao aeroporto de Sorocaba, referência em manutenção.

Milton será sepultado em Ribeirão Pires (SP) às 9h deste domingo (2). O corpo de Jumara será levado em um voo comercial para Urucará (AM) e o enterro está marcado para segunda-feira (3), no cemitério municipal da cidade.

Um amigo da família que trabalha em uma empresa de manutenção de aeronaves, e preferiu ter a identidade preservada, afirmou ao G1 que estava no aeroporto esperando o casal e desconhece a informação passada pela Força Aérea Brasileira (FAB), de que o destino era a cidade de Barra do Garças, em Mato Grosso.

"Eu conhecia ele há 35 anos, sempre vinham para cá fazer manutenção e depois seguiam para São Paulo." O homem conta que recebeu a informação sobre o acidente enquanto estava no aeroporto e não imaginava que pudesse ser o avião de Milton, ressaltando que ele tinha vasta experiência.

"Ele fazia essa viagem direto. Quando vi fotos do acidente percebi que era o avião dele e avisei o Marcelo", afirma. Sobre a queda do acidente, o amigo da família diz que foi ao local da queda, mas ainda é difícil o que pode ter acontecido. "Vamos esperar a investigação."

Acidente aéreo
O avião bimotor turbohélice de 1981, com prefixo PP-EPB, caiu em uma área de mata no início da tarde de sexta-feira, por volta das 14h45. Uma câmera de segurança registrou o momento que o avião caiu em Sorocaba.

Segundo a Polícia Militar, o voo partiu de Manaus e iria pousar em Barra do Garças, em Mato Grosso. A FAB informou que os aeroportos de Sorocaba e de Campinas (SP) faziam parte do plano de voo, caso houvesse algum problema no percurso. Informação negada pela família do piloto.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícias Militar e Civil, e Defesa Civil se mobilizaram para isolar a área. O helicóptero Águia, da PM, também atendeu a ocorrência. A FAB divulgou que equipes do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes (Seripa) foram acionados para começar as investigações.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião estava com a documentação em dia. Técnicos do Cenipa foram até o local do acidente para investigar a causa da queda. Eles recolheram vários materiais para a perícia.

Saques na aeronave
Logo após o acidente, curiosos foram ao local da queda. Um vídeo gravado por um morador mostra algumas pessoas invadindo o avião e saindo inclusive com sacolas (veja acima). Nas imagens, feitas antes da chegada dos policiais, é possível ouvir que um dos suspeitos ainda brinca com a situação. "Vocês me filmaram catando as roupas dos 'defuntos'."

O pintor Luan Henrique Sousa mora na área verde bem perto do acidente e conta que estava saindo de casa quando o avião caiu. Assustado e com medo de alguma explosão, ele ficou dentro de casa e diz que viu o saque de pertences das vítimas. "Uns três homens saíram com roupas e ainda tem algumas peças por ali", afirma.

A delegada Luciane Regina Bachir, responsável pela investigação da Polícia Civil, disse que viu alguns vídeos e que todas as imagens serão anexadas ao inquérito. Caso os suspeitos sejam identificados, podem responder pelo suposto saque.

Experiente em pistas curtas
O fotógrafo Armando Perez, amigo do empresário Milton José Cardille que morreu na queda de um avião em Sorocaba (SP) nesta sexta-feira (31), afirma que o piloto era experiente. "Pousava em pistas curtíssimas, esburacadas e cheias de mato onde era impossível errar", disse em vídeo enviado ao G1. O acidente em uma área verde da zona norte da cidade também causou a morte de Jumara Nogueira Vieira.

Armando já se hospedou na pousada Itapará, em Roraima, de propriedade de Milton, e conta que o empresário construiu uma pista asfaltada no local para receber aviões de pequeno e médio portes. Em um vídeo divulgado no canal da pousada, Milton explica que a pista tem 1.100 metros de extensão e um avião bimotor próprio para levar até oito hóspedes de Manaus ao local, em uma viagem de 1h20 de duração.

"Ele contava contava os casos em que era militar e quando comprou o primeiro avião e fazia o transporte de garimpeiros e de todo o material necessário para o garimpo em Serra Pelada (Pará)", afirma Armando Perez.




Fonte: Portal G1
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