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17 de dezembro de 2017
5 de junho de 2017 - 9:46 "Episódio isolado de descontrole", diz tio de Andreas Richthofen após surto
"Episódio isolado de descontrole", diz tio de Andreas Richthofen após surto

Reprodução/Portal G1 Clique para ampliar a imagem

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Irmão de Suzane Richthofen foi detido por policiais militares depois de invadir imóvel em SP. Ele está internado em clínica psiquiátrica na Zona Oeste da capital paulista.

O tio e ex-tutor de Andreas Richthofen, Miguel Abdalla, enviou uma nota ao Fantástico em que classifica a atitude do sobrinho como um "episódio isolado de descontrole emocional". O irmão de Suzane Richthofen, hoje com 29 anos, foi detido por policiais militares na última terça-feira (30) após invadir um imóvel na Zona Sul de São Paulo durante um surto psicótico.

Andreas está internado na Casa de Saúde João de Deus, um hospital psiquiátrico em Pirituba, na Zona Oeste da capital paulista. A clínica tem cinco unidades. Uma delas é exclusiva para usuários de drogas, mas, conforme apurou o Fantástico, o filho caçula da família Richthofen não está nesta ala para dependentes químicos.

Andreas fica em um setor de pacientes que pagaram pela internação ou que têm convênios médicos, mesmo tendo sido encaminhado ao local pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na clínica, ele fica em um quarto sozinho e tem atendimento psicológico individual e em grupo todos os dias, além de fazer terapia ocupacional e passar por um psiquiatra ao menos duas vezes por semana.

De acordo com a casa de saúde, Andreas está calmo e aceitou o tratamento. O tio, Abdalla, que também é médico, informou que "a família está acompanhando o tratamento dele até seu completo restabelecimento". Um assistente social designado pelo poder público também acompanha todo o trabalho realizado no hospital psiquiátrico.

Andreas foi primeiramente internado no Hospital Municipal do Campo Limpo, na Zona Sul da cidade. Segundo o boletim médico, ele foi levado à unidade por policiais militares após invadir uma casa na região da Chácara Flora, em Santo Amaro. Andreas estava dormindo no quintal da residência e apresentava diversos ferimentos pelo corpo.

Detenção
O momento da detenção de Andreas foi filmado por câmeras de segurança de imóveis da região. Eram 6h47 quando ele aparece correndo por uma rua a cerca de 3 km de onde mora. O rapaz faz sinal para um carro parar e, na sequência, pula o portão de uma casa. Foram moradores da vizinhança que chamaram a polícia.

"A gente percebeu que a camiseta estava toda rasgada, que tinha manchas de sangue (...) Ele falou para o policial 'Não queiram saber da minha vida'. Me pareceu mais assustado do que qualquer outra coisa", conta Maria dos Santos, moradora do bairro que acompanhou o episódio de perto. Antes de ser levado pela PM, Andreas ainda correu e tentou entrar em um carro parado na rua.

Andreas foi levado pelos policiais direto para o Hospital do Campo Limpo. Com roupas rasgadas, "higiene precária" e "olhos vidraados", como definiu o boletim médico, ele chegou ao local por volta das 8h30.

No pronto-socorro da unidade, passou por um médico a quem disse estar "paranoico". As escoriações, espalhadas principalmente pelas pernas, teriam sido causadas pelas pontas de lança da grade do imóvel invadido, conforme relatou ao clínico geral. Nenhum dos ferimentos era grave.

Funcionários do Hospital do Campo Limpo também ouviram de Andreas que a ideia de invadir a casa não foi dele, e sim uma "ordem do imperador". O rapaz contou à equipe médica que faz uso esporádico de álcool e maconha, mas afirmou que não consumiu nenhuma das substâncias recentemente.

Andreas chegou a ser internado na ala de saúde mental do Hospital do Campo Limpo, mas a estadia não durou muito. Ele teve autorizada sua transferência para Casa de Saúde João de Deus ainda na terça-feira. No Campo Limpo ficou só o brasão dourado que foi encontrado em seu bolso e que traz o sobrenome que diversas vezes estampou as capas de jornais do país - o objeto foi recolhido por Abdalla no dia seguinte.

Trauma
Doutor em química orgânica pela Universidade de São Paulo (USP), Andreas vivia em uma casa a 600 metros da mansão em que os pais foram mortos há 15 anos. O local servia de consultório psiquiátrico para a mãe dele, Marísia. Segundo vizinhos, Andreas é discreto, mora sozinho e nunca deu problemas. Ninguém o via há cerca de um mês, no entanto.

Para o psicólogo e professor de criminologia Alvino Augusto de Sá, que conversou com Andreas há oito anos para elaborar um laudo sobre Suzane, o rapaz é mais uma vítima de tudo o que aconteceu no passado. "Diante da violência, da frustação e privação que sofreu, ele não encontra forças. Ele tem que se reencontrar com seus projetos de vida construtivos", afirma.

Caso Richthofen
Suzane Richthofen foi condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os pais em 2002 e cumpre pena na penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, a P1 Feminina de Tremembé, no interior de São Paulo. Ela está, atualmente, no regime semiaberto. Dorme e trabalha dentro da cadeia, mas pode sair em datas especiais. A próxima será o Dia dos Pais.

Suzane confessou participação no assassinato dos pais, ocorrido em 31 de outubro de 2002. O casal Manfred e Marísia von Richthofen foi morto pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos na mansão onde moravam, na capital paulista. O irmão dela, Andreas, tinha 15 anos na época do crime.

Daniel namorava Suzane, que teria planejado o crime porque não tinha um bom relacionamento com os pais. Ela pretendia dividir o dinheiro da herança da família com os Cravinhos. Os irmãos foram condenados e presos. Desde fevereiro de 2013, também estão no regime semiaberto.

Link para o vídeo no Globo Play

Fonte: Portal G1
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