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Terça-feira
11 de dezembro de 2018
8 de junho de 2018 - 9:11 PROTESTE encontra produtos de escova progressiva com até 32 vezes mais de formol que o permitido pela Anvisa
PROTESTE encontra produtos de escova progressiva com até 32 vezes mais de formol que o permitido pela Anvisa

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Dos 12 produtos testados, 10 contém formol acima do permitido pela Anvisa

Na última terça-feira, 05, a PROTESTE, Associação de Consumidores, divulgou o teste realizado com 12 marcas de "escovas progressivas" mais vendidas no Brasil, com o objetivo de avaliar a segurança de cada uma delas através dos parâmetros de rotulagem, dosagem de formaldeído e pH.

MARCAS TESTADAS:
 Zap All Time;
 Gloss Profissional;
 Maria Escandalosa;
 Portier - Exclusive;
 Portier - Unique;
 Foreverliss;
 Probelle;
 G Hair- Tratamento capilar marroquino;
 G Hair - Fórmula Original Alemã;
 Etnik Brasil;
 Madamelis;
 Maria Glamurosa.

O formol é considerado cancerígeno pela OMS (Organização Mundial de Saúde), quando absorvido pelo organismo por inalação e, principalmente, pela exposição prolongada, apresenta como risco o aparecimento de câncer no aparelho respiratório e no sangue.

Apesar do desejo de alguns por cabelos lisos e brilhantes, não se pode permitir que os consumidores se exponham a riscos, ainda mais quando sequer sabem dos perigos que estão expostos: produto se dizem livre de formol, mas apresentam uma concentração elevada desta substância, mascarada por uma fórmula extremamente perfumada e sem identificação de sua presença no rótulo.

Risco maior ainda correm os profissionais de beleza que lidam diariamente com este tipo de produto, expondo-se continuamente a concentrações de formal consideradas danosas à saúde.

O teste comprovou irregularidades em todos os produtos testados, sendo a concentração de formaldeído acima do permitido a mais grave irregularidade encontrada.

RESULTADOS:
Dos 12 produtos analisados, 3 estão irregulares em relação à notificação exigida pela Anvisa. O produto "Gloss", está com a notificação vencida e o produto "G Hair Tratamento capilar marroquino" está com a notificação cancelada. Já o produto "Maria Escandalosa" traz informações confusas, uma vez que o número de notificação apresentado não é o mesmo que consta no site da Anvisa.

Ressalta-se ainda o fato de que o produto "G Hair Marroquino" traz na sua composição a substância ácido glioxílico e como procedimento de uso do produto secagem com secador e prancha ("pranchar de 7 a 10 vezes cada mecha"). No entanto, no site da Anvisa diz, especificamente, que o uso dessa substância para esse tipo de procedimento (tratamento térmico) é considerado inseguro e que "caso o consumidor e profissional do salão de beleza encontre algum produto contendo ácido glioxílico com essa finalidade deverá denunciar à vigilância sanitária estadual ou municipal".

Formol
A concentração máxima de formaldeído em cosméticos capilares permitida pela Anvisa é 0,2% - que não causa danos à saúde e tem ação conservante, ou seja, não é capaz de exercer ação alisante sobre o fio. Das 12 amostras testadas apenas 2 - Probelle e Portier Unique - não contém formol acima do permitido, mas contém a substância (em baixíssimas quantidades) e não informam no rótulo.

As demais amostras apresentam formaldeído em concentrações muito acima do permitido chegando a 32x esse valor (Zap All Time). Vale ressaltar que das 10 amostras que contém formaldeído em excesso, 6 sequer citam a substância na lista de componentes. São essas: Maria Escandalosa, Foreverliss, Gloss, Portier Exclusive, Zap e Maria Glamurosa.

pH
O pH dos fios de cabelo varia de 4,5 a 5,5. Formulações capilares com variações extremas de pH podem danificar o fio capilar, isso porque o cabelo encolhe e enrijece ou até mesmo dissolve por completo em pH muito ácido ou aumenta a porosidade à medida que as camadas de cutícula se dilatam, obtendo uma aparência ressecada e opaca, chegando até a dissolução completa do fio em pH fortemente alcalino.

Para cosméticos capilares o pH deve ser superior a 2,5 e inferior 11,5. Os produtos Probelle e Portier Unique apresentaram pH de 1,8, mais ácido do que o recomendado, o que pode não somente danificar os fios como irritar o couro cabeludo e a pele. O uso desse produtos especificamente deve ser feito com cautela e aplicados por profissionais capacitados.

Diante dos resultados do teste, a PROTESTE pediu à Vigilânica Saninátia e a Secretaria Nacional do Cosnumidor, a retirada do mercado dos produtos que estão com a notificação vencida, cancelada, aqueles que a numeração não corresponde ao produto e especialmente os que possuem ácido glioxílico com modo de uso que envolve aplicação de calor e formaldeído em concentração dezenas de vezes superior ao permitido, em função da potencialidade do dano à saúde dos que o utilizam de alguma forma.

Também pediu que a classificação referente ao grau no momento do registro do produto junto à Anvisa (varia de acordo com o número de exigências em função dos riscos apresentados) seja revista, para aumentarmos a segurança de todos.

Além disso, a PROTESTE não permitirá que as pessoas sejam enganadas em relação aos ingredientes que os produtos possuem, por isso reivindica também a alteração dos rótulos incompletos.



Fonte: Redação
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