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Quinta-feira
21 de setembro de 2017
31 de agosto de 2017 - 9:46 Desemprego cai para 12,8% em julho e atinge 13,3 milhões, diz IBGE
Desemprego cai para 12,8% em julho e atinge 13,3 milhões, diz IBGE

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Segundo o IBGE, foi o trabalho informal que vez o desemprego cair de junho para julho.

O desemprego ficou em 12,8% no trimestre encerrado em julho, segundo dados da PNAD Contínua, divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. No período, o Brasil tinha 13,3 milhões de desempregados.

Em relação ao trimestre terminado em junho, o recuo da taxa foi de 0,2 ponto percentual (veja o gráfico abaixo). Já em relação ao trimestre móvel terminado em abril, o recuo foi ainda maior, de 0,8 ponto percentual. No entanto, frente ao mesmo trimestre de 2016, a taxa continua 1,2 ponto percentual maior, quando o desemprego estava em 11,6%.

A taxa de desemprego é medida pelo IBGE por meio de uma média móvel trimestral, ou seja, de três meses, portanto, o dado de julho se refere ao período de maio a julho. O instituto divulga a taxa mensalmente.

Informalidade gerou vagas
Segundo o IBGE, na comparação com o trimestre terminado em abril, mais e 1,4 milhão de brasileiros saíram da fila do desemprego, fazendo o número de empregados atingir 90,7 milhões de pessoas. Mas os postos de trabalho foram gerados, em sua maioria, na informalidade.

O aumento aconteceu, principalmente, entre os empregados sem carteira assinada (mais 468 mil pessoas) e os trabalhadores por conta própria (mais 351 mil pessoas). Já a população com carteira assinada manteve-se estável (33,3 milhões).

De acordo com o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, deste total, 1/3 foi ocupado no setor público. Os outros 2/3 se dividiram entre trabalhadores por conta própria e trabalhadores sem carteira assinada.

"Sem dúvida há uma recuperação , mas ela se dá sobre uma plataforma informal", enfatizou.

A contratação no setor público, segundo Azeredo, se deu no âmbito das prefeituras, principalmente nas áreas de educação, saúde e seguridade. Ele destacou que esse acréscimo não se deu por meio de concursos públicos. "Temos que lembrar que no ano passado teve eleições. O pessoal que saiu voltou agora", apontou.




Fonte: Portal G1
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