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Segunda-feira
21 de maio de 2018
7 de maio de 2018 - 12:34 Bens duráveis lideram retomada do varejo do Estado no 1º bimestre, revela Associação Comercial de SP
Bens duráveis lideram retomada do varejo do Estado no 1º bimestre, revela Associação Comercial de SP

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Pesquisa ACVarejo aponta alta de 5,1% nas vendas, puxada pelas lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos (24,2%); de 20 regiões, somente ABC teve queda (-1,1%) e maior avanço foi em Campinas (12,4%)

O volume de vendas do varejo paulista aumentou 5,1% nos dois primeiros meses de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado. O destaque fica por conta dos segmentos de bens duráveis, responsáveis pelos maiores crescimentos no bimestre. O ramo de lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, por exemplo, vendeu 24,2% a mais, enquanto o de móveis e decorações registrou alta de 23,9%. Os números são da pesquisa ACVarejo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

"O comércio do estado cresce de forma sólida e tende a registrar taxas cada vez maiores até pelo menos o fim do primeiro semestre, recuperando parte das perdas dos últimos anos.

Esse movimento é incentivado pelos aumentos de renda, emprego e crédito, pela redução dos juros e pela ampliação dos prazos de financiamento, favorecendo principalmente os produtos de maior valor, vendidos a prazo.

Neste sentido, bens duráveis foram mais beneficiados, inclusive porque a base de comparação é fraca, visto que eles foram os que mais caíram durante a crise", destaca Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Ele lembra que a realização da Copa do Mundo ajuda a puxar a venda de um bem durável: o televisor. Tanto é que a indústria brasileira tem aumentado a produção da chamada linha marrom (formada principalmente por TVs).

O único segmento com queda de vendas no primeiro bimestre foi outros tipos de comércio varejista (-4,3%), que incorpora empresas de menor porte e revendedoras de combustível. O ramo de farmácias e perfumarias ficou estável.

Regiões
Das 20 regiões paulistas analisadas pela pesquisa, somente o ABC registrou queda no volume de vendas (-1,1%) nos dois primeiros meses do ano sobre igual período de 2017. Por outro lado, a maior alta foi vista na região de Campinas (12,4%).

A pesquisa ACVarejo é elaborada mensalmente pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP, com informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Abrange as seguintes atividades econômicas: autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos; lojas de material de construção; lojas de móveis e decorações; lojas de vestuários, tecidos e calçados; outros tipos de comércio varejista; supermercados.



Fonte: Redação
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