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Segunda-feira
16 de julho de 2018
13 de julho de 2018 - 9:37 Setor de serviços recua 3,8% em maio com greve dos caminhoneiros, diz IBGE
Setor de serviços recua 3,8% em maio com greve dos caminhoneiros, diz IBGE

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Foi o resultado negativo mais intenso da série histórica, iniciada em janeiro de 2011, fortemente influenciado pela paralisação que durou 11 dias.

O setor de serviços no Brasil recuou 3,8% em maio na comparação com abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o resultado negativo mais intenso da série histórica, iniciada em janeiro de 2011, fortemente influenciado pela greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias no final de maio.

Em relação a maio de 2017, o volume de serviços recuou 3,8%, maior queda desde abril de 2017 (-5,7%). Com isso, o acumulado do ano até maio, que foi de -1,3%, mostrou recuo mais intenso do que o primeiro quadrimestre de 2018 (-0,7%).

Já o acumulado nos últimos 12 meses teve recuo de 1,6%, contra queda de 1,4% em abril, interrompendo uma trajetória ascendente iniciada em abril de 2017 (-5,1%).

O IBGE revisou ainda os dados do setor de serviços de abril. O avanço naquele mês foi de 1,1%, ao contrário do 1% divulgado anteriormente.

Setor de serviços em maio:

Taxa no mês: - 3,8%

Acumulado do ano: -1,3%

Acumulado em 12 meses: -1,6%

Em relação a maio de 2017: -3,8%

Curiosamente, no indicador de abril o desempenho positivo havia sido puxado pelos serviços de transporte terrestres. Essa atividade responde pelo maior peso do setor de serviços, segundo o IBGE.

O setor de serviços representa 70% da composição do PIB. A queda de maio é a segunda no ano.

Queda em todas as atividades
Os transportes terrestres tiveram queda de 15%, e armazenagem e serviços auxiliares recuaram 6,2%. Ambas foram as quedas mais intensas da série histórica da pesquisa.

A maior queda nos transportes terrestres registrada anteriormente foi de -4,1%, em dezembro de 2014.

O pesquisador enfatizou que todos os serviços mostraram taxas negativas tanto na comparação com o mês anterior quanto na comparação com o mesmo mês do ano passado.

De acordo com o IBGE, a atividade de transporte terrestre é dividida em 10 categorias, sendo três delas relativas ao transporte de cargas que, somadas, respondem por 70% de todo o transporte terrestre - ramo que responde por cerca de 10% do volume total de serviços do país.

Desempenho por atividades:

Serviços prestados às famílias: -0,3%

Serviços de informação e comunicação: -0,4%

Serviços profissionais, administrativos e complementares: -1,3%

Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -9,5%

Outros serviços: -2,7%

Turismo afetado pela greve
Depois de duas taxas positivas consecutivas, acumulando alta de 6,6%, os serviços ligados ao turismo recuaram 2,4% na comparação com abril. Segundo Lobo, essa queda também foi influenciada pela greve dos caminhoneiros. Das 12 unidades da Federação investigadas, nove registraram queda.

Das 22 atividades que compõem o turismo, o principal impacto negativo veio de restaurantes, cujo funcionamento foi prejudicado pelo desabastecimento de produtos in natura.

Já na comparação com maio do ano passado, os serviços ligados ao turismo tiveram alta de 1,9%, puxado pelos serviços hoteleiros e passagens aéreas. O avanço foi observado em nove das 12 unidades da Federação investigadas.




Fonte: Portal G1
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