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21 de setembro de 2017
16 de março de 2017 - 17:15 Após quase 2 anos de queda, emprego formal cresce no país em fevereiro
Após quase 2 anos de queda, emprego formal cresce no país em fevereiro

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No mês passado, contratações superaram as demissões em 35.612 vagas. Anúncio foi feito pelo presidente Michel Temer e pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

A economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em fevereiro. No mês passado, as contratações superaram as demissões em 35.612 mil vagas. Foi a primeira vez em 22 meses que o país registrou abertura de postos de trabalho.

O resultado foi comemorado pelo governo. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (16) pelo presidente Michel Temer e pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, no Palácio no Planalto - nos últimos meses, a divulgação vinha sendo feita pelo ministério apenas via nota em sua página na internet.

Temer disse disse que os dados do emprego são "boas novas" e um sinal da retomada do crescimento da economia brasileira. Segundo o presidente, esses sinais são "a cada dia, mais claros."

"Na verdade, um começo. Mas isso é depois de 22 meses de números negativos. É praticamente a primeira vez que temos um número positivo no tocante à abertura de empregos", disse Temer.

Ele ressaltou que outras medidas, como a queda dos juros e a injeção na economia de bilhões de reais com a liberação de saque de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), vão contribuir para a reativação da economia.

Os números do emprego divulgado nesta quinta têm como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Antes de fevereiro, o último mês em que houve mais contratações do que demissões março de 2015, quando foram criados 19,2 mil postos de trabalho. De lá pra cá, o desemprego só cresceu no Brasil e atingiu 12,9 milhões de pessoas em janeiro de 2017, o maior valor da série histórica do IBGE.

A geração de empregos com carteira assinada em fevereiro também representou o melhor resultado, para este mês, desde 2014, quando as contratações superaram as demisões em 260.823 vagas. Ou seja, foi o melhor mês de fevereiro em três anos.

Em 2016, o país fechou 1,32 milhão de vagas formais. Apesar de o número ainda ser alto, houve uma pequena melhora em relação ao ano de 2015, quando 1,54 milhão de brasileiros perderam o emprego com carteira assinada.

Setor de serviços criou mais vagas
O setor de serviços foi o que mais gerou empregos formais em fevereiro: 50.613. Ele foi seguido pela administração pública, com 8.280 vagas. A agropecuária criou 6.201 postos de trabalho no mês passado.

A indústria de transformação também contratou mais do que demitiu no mês passado e criou 3.949 vagas de emprego formal.

O comércio, porém, monteve as demissões e, no mês passado, fechou 21.194 vagas. A construção civil também cortou postos de trabalho formais: 12.857.

Dentro do setor de serviços, divulgou o Ministério do Trabalho, Ensino foi a área que mais criou vagas (35.484). Na agropecuária, o resultado positivo foi puxado pelo cultivo de soja, com um saldo de 2.949 postos de trabalho com carteira assinada, seguido pelo cultivo de frutas de lavoura permanente (exceto laranja e uva), que criou 2.528 vagas.

Na indústria, o setor de calçados gerou 8.824 postos. O têxtil, abriu 6.247 e, o de borracha, criou 4.957 postos. O setor de produção de alimentos, porém, fechou 15.799 postos de trabalho.

Na construção civil, que também segue em trajetória de corte de postos de trabalho, a área de construção de edifícios foi responsável por 6.086 vagas.

Início da recuperação econômica
Apesar de o Produto Interno Bruto (PIB) ter registrado contração de 3,6% em 2016, no segundo ano seguido de tombo, alguns indicadores de confiança e de produção vêm mostrando, neste início de ano, o início de um lento processo de recuperação da economia brasileira.

Para tentar reaquecer a economia, o governo anunciou algumas medidas, entre elas a liberação do saque de contas inativas do FGTS - o que vai injetar, segundo a Caixa Econômica Federal, mais de R$ 35 bilhões na economia brasileira.

Além disso, o Banco Central deu início ao processo de corte da taxa Selic que, espera-se, nos próximos meses deve levar a uma redução das taxas de juros praticadas no mercado, o que tornaria o crédito mais barato e permitiria às famílias consumirem mais.

No fim do mês passado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a recessão no Brasil já terminou, mas avaliou também que país ainda sente as consequências geradas pela crise econômica que, segundo ele, é a "maior da história".



Fonte: Portal G1
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