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Sexta-feira
28 de abril de 2017
7 de abril de 2017 - 17:33 Previsão de rombo maior reflete mudanças na reforma da Previdência, dizem analistas
Previsão de rombo maior reflete mudanças na reforma da Previdência, dizem analistas

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Cenário mais pessimista sinaliza a tentativa de reforçar necessidade de aprovação da reforma, avaliam economistas.Governo alegou efeitos da crise econômica de anos anteriores.

piora na estimativa para as contas públicas em 2018 já reflete um cenário mais pessimista após as mudanças autorizadas pelo governo na reforma da Previdência, sinalizando a tentativa de reforçar a aprovação das regras, avaliam economistas ouvidos pelo G1 nesta sexta-feira (7).

O governo manteve a previsão de crescimento de 2,5% para a economia e aumentou de R$ 79 bilhões para R$ 129 bilhões a estimativa de rombo nas contas públicas no ano que vem, mas alegou que a revisão se deve a um atraso na recuperação das receitas, mesmo com a esperada retomada da economia.

O anúncio foi feito um dia após o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), afirmar que fará modificações em cinco pontos da proposta. O presidente Michel Temer disse em seguida que as alterações não podem ser consideradas um recuo, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que elas não comprometem o ajuste fiscal.

O economista Alex Agostini, da Austin Rating, no entanto, afirma que o anúncio desta sexta é uma sinalização de que, para o governo, o ajuste nas contas públicas depende diretamente da aprovação da reforma no Congresso. "Nas entrelinhas, o que o governo está dizendo é: se não aprovar a reforma da Previdência, a gente vai para o vinagre".

"Ao refazer o cálculo aumentando a projeção de déficit, o governo revela alguns problemas. O primeiro deles é que não tem espaço para cortar despesas, ou não quer. Segundo, ele deixa claro que, ao invés de aumentar impostos, ele prefere aumentar o rombo. O terceiro, e mais importante, é que ele deixa claro que, se não for feito um esforço para a aprovação da reforma da Previdência, nós vamos ter déficits primários bastante elevados", diz Agostini.

'Movimento preventivo'
Na avaliação do economista Jason Vieira, o anúncio de um rombo maior é um "movimento preventivo do governo" para evitar surpresas negativas no futuro,
mesmo com o otimismo já anunciado pela Fazenda com a recuperação da economia.

"O governo está criando um 'colchão de ar' para se prevenir de uma eventual 'desidratação' caso a reforma da Previdência não gere o efeito esperado no quadro fiscal", considera. O déficit estimado nas contas do INSS em 2018 é superior a R$ 200 bilhões. A estimativa do governo é que, em 2017, o rombo fique em R$ 188,8 bilhões.

Para Agostini, com o anúncio desta sexta, "o governo está jogando a responsabilidade para o Congresso e para a sociedade". "Mas, quando faz isso, ele transfere uma preocupação grande para o mercado, os investidores e empresários ficam cautelosos", ressalva. O especialista diz que o anúncio foi recebido como "decepcionante".

O economista Vieira, por sua vez avalia que os mercados não reagiram com força ao anúncio do rombo, com as incertezas já precificadas com a aprovação da reforma previdenciária, e em um cenário em que os indicadores ainda não apontam para sinais claros de melhora.

Projeção de crescimento do PIB é mantida
Para Agostini, manter a previsão de crescimento da economia em 2,5% ao mesmo tempo em que aumenta a projeção de déficit das contas públicas é uma "incoerência" do governo. "O crescimento, para acontecer, depende de alguns fatores que estão relacionados ao equilíbrio fiscal. A expectativa é que o governo consiga transferir para os investidores e empresários uma maior confiança. Ao mesmo tempo em que mantem a projeção de crescimento e aumenta a de déficit, acaba ficando uma certa incoerência considerando essa relação de confiança."



Fonte: Portal G1
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