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Quinta-feira
19 de outubro de 2017
4 de março de 2017 - 10:52 Acusado de propina olímpica é ligado a empresa que ganhou com Rio-2016
Acusado de propina olímpica é ligado a empresa que ganhou com Rio-2016

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Acusado de pagar propina em favor da eleição do Rio de Janeiro à Olimpíada-2016, o empresário Arthur Cézar de Menezes Soares Filho tem ligação societária com uma empresa que vai ganhar R$ 80 milhões com contratos do Comitê Rio-2016. A informação foi publicada pela ''Agência Sportlight'' e confirmada posteriormente pelo blog. O Comitê-2016 nega que tenha havido qualquer corrupção no processo de escolha do Rio de Janeiro, ou tenha ligação com o empresário.

Nesta sexta-feira, o jornal ''Le Monde'' mostrou que investigação francesa descobriu pagamentos indiretos de Arthur Soares para dois então membros do COI (Lamine Diack e Franck Fredericks) poucos dias antes da eleição em outubro de 2009. Por isso, há uma apuração na França e no comitê internacional para saber se foram propinas pagas para ajudar o Rio a vencer a eleição olímpica.

Arthur Cézar de Menezes Soares Filho é empresário investigado na ''Operação Calicute'' pelo Ministério Público Federal por suas ligações com o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral. Suas empresas tinham contratos bilionários com o governo do Estado. Pela proximidade com Cabral, que era o governador na eleição do Rio, o empresário era conhecido como ''Rei Arthur''.

O grupo empresarial de Arthur Soares tinha como centro a empresa Facility que depois se transformou na Prol SA. Trata-se de uma holdings de firmas de serviços de limpeza, segurança e alimentação especializada em contratos públicos.

Teoricamente, Arthur Soares vendeu o grupo Prol à Rise International, da Suíça, em 2014. Mas, na prática, as empresas Rise do Brasil e a Prol SA têm como administradora Karla Maia Peixoto de Vasconcelos, segundo registro na Receita Federal. É uma advogada que atuou durante anos na defesa das empresas de Arthur Soares e até de membro de sua família como mostram processos na Justiça.

Pois bem, o grupo Prol, de Arthur Soares, tem uma relação societária com um dos maiores fornecedores da Rio-2016. A Prol Alimentação é sócia da Masan Serviços Especializados no grupo Consórcio Alimentar. Detalhe: o grupo Prol tem capital de R$ 52 milhões, enquanto a Masan de R$ 5 milhões. Ambos têm contratos públicos no Estado e na prefeitura do Rio.

Pois bem, durante o ano de 2016, a Masan assinou seis contratos com o Comitê Rio-2016 para serviços de mão de obra, limpeza e alimentação, entre outros itens. Segundo o comitê, o valor total foi de R$$ 80 milhões. O principal dono da Masan é a Sepasa Serviços que tem como diretor José Mantuano de Luca Filho, que também tem ligação com Sergio Cabral como Arthur Soares. Mantuano é investigado por fraude em licitação pública.

O Comitê não pagou todos os serviços da Masan. Por isso, a empresa entrou na Justiça em janeiro de 2017 para cobrar um valor de R$ 19,8 milhões em pagamentos atrasados. O comitê alega que a dívida é de R$ 16 milhões.

Outra empresa que foi fornecedora do Rio-2016 é a Comissária Aérea Rio de Janeiro, que também é sócia da Prol Alimentação no mesmo grupo da Masan. Essa empresa aparece na lista das que tiveram isenção fiscal por causa da Olimpíada, assim como a Masan.

''Não tem nenhum problema (relação com a Masan). A Masan ganhou contratos durante 2016. Antes da reta final da Olimpíada, sequer estava no radar do comitê'', afirmou o diretor de comunicação do Rio-2016, Mario Andrada. ''Todos os contratos foram com concorrência com alguma empresa e foram submetidos ao Conselho Diretor do comitê.''

E acrescentou: ''É nosso segundo maior credor e entrou na Justiça. Se o sócio tivesse favorecimento, você acha que ele não seria o primeiro a receber?''. Por fim, Mario Andrada concluiu: ''Nenhuma pessoa que escolheu a Masan estava no comitê Rio-2016 na candidatura, nem as que fizeram a concorrência, nem do Conselho.''

O diretor da Rio-2016 rechaça qualquer acusação de corrupção no processo eleitoral da cidade para Olimpíada. Alega, por exemplo, que o comitê não tem relação com Arthur Soares e que nem foi procurado por investigadores franceses. ''Por que a polícia não nos procurou? É só ver quem é investigado pelo COI.''

Na apuração do COI, estão sob escrutínio Franck Fredericks, membro do COI, e Lamine Diack, ex-presidente da IAAF e ex-membro do COI. Segundo o ''Le Monde'', uma offshore de propriedade de Arthur Soares no Caribe enviou um pagamento de US$ 1,5 milhão para uma empresa de Papa Diack, filho de Lamine, a três dias da eleição do Rio. A família Diack já era investigada por envolvimento no escândalo de doping da Rússia.

Posteriormente, Fredericks recebeu um pagamento de Papa Diack de parte do valor. Ele afirmou que prestou serviços esportivos relacionados a eventos na África e apresentou o contrato ao COI.

O blog tentou falar com os advogados de Arthur Soares e José Mantuano de Luca Filho sem sucesso. À ''Folha de S. Paulo'', a defesa de Arthur Soares afirmou desconhecer o pagamento de propina.

Fonte: UOL esporte
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