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Terça-feira
24 de abril de 2018
9 de abril de 2018 - 17:0 "Não fizemos o suficiente", dirá Zuckerberg a deputados dos EUA sobre escândalo de dados
"Não fizemos o suficiente", dirá Zuckerberg a deputados dos EUA sobre escândalo de dados

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'Não basta conectar pessoas, temos que garantir que essas conexões sejam positivas', afirmará o CEO da rede social na quarta, antes de responder a perguntas dos deputados.

Uma comissão parlamentar do Congresso dos Estados Unidos liberou nesta segunda-feira (9) o rascunho do testemunho que Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, fará na quarta-feira (11) sobre o escândalo de dados dos usuários, que tiveram suas informações exploradas sem consentimento pela Cambridge Analytica para influenciar a corrida eleitoral de Donald Trump rumo à presidência norte-americana e a campanha do Brexit.

O executivo admitirá que a rede social não tem contido abusos perpetrados por meio de sua plataforma.

Dados e eleições
O documento foi divulgado pela Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados dos EUA. Depois de ler o testemunho, Zuckerberg responderá perguntas dos parlamentares.

O executivo também foi convidado a comparecer diante de uma audiência conjunta dos Comitês de Justiça e Comércio do Senado dos EUA nesta terça-feira (10).

Durante a sessão da Câmara na quarta, o CEO da companhia fará um balanço da polêmica. A Cambridge Analytica usou um dispositivo do próprio Facebook - já tirado do ar - para explorar os dados de 87 milhões de usuários da rede social.

Uma aplicação pediu autorização não só para coletar dados de quem o utilizasse, mas também dos amigos deles. Isso era permitido em 2014, época do incidente. Só que, em vez de apagar as informações após uso interno, o serviço compartilhou os dados com a Cambridge Analytica, que construiu algoritmos capazes de traçar o comportamento eleitoral de norte-americanos durante a campanha presidencial de 2016.

Zuckerberg balanceará seu discurso elencando as oportunidades em que o Facebook atendeu a pedidos de autoridades para abrir informações sobre influências externas em eleições nacionais, caso dos anúncios russos durante a campanha nos EUA, ou para impedir que interferências ocorressem, como nos pleitos de França e Alemanha, em 2017.

Nessa linha, o executivo dirá que o Facebook:

derrubou 270 páginas e contas que eram operadas pela Agência de Pesquisa na Internet (IRA, na sigla em inglês), uma agência russa, para direcionar informações falsas a pessoas de países vizinhos, como Azerbaijão,

Uzbequistão e Ucrânia;

apagou 30 mil contas falsas para garantir a integridades das eleições na França;

encerrou milhares de contas "ligadas a distribuidores de notícias falsas, organizados e financeiramente motivados".

elevou o número de pessoas trabalhando em segurança para 15 mil e que ampliará a equipe para 20 mil até o fim do ano.

O CEO da Facebook vai ainda relativizar os esforços da empresa em conectar mais e mais usuários.



Fonte: Portal G1
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