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18 de novembro de 2018
28 de abril de 2018 - 10:42 Brasil é um dos primeiros no cibercrime e um dos últimos em cibereducação
Brasil é um dos primeiros no cibercrime e um dos últimos em cibereducação

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Nas últimas semanas, veículos de todo país relataram a posição do país na lista de ciberataques. As notícias se referiam ao Relatório de Ameaças à Segurança na Internet (ISTR, na sigla em inglês), que analisou 157 países. De acordo com o levantamento feito em 2017, o Brasil ocupa a sétima posição no ranking dos países que sofreram mais ataques cibernéticos no último ano, sendo também o principal alvo na América Latina e uma das principais fontes de ataques cibernéticos do mundo.

Sobre esse fato, é importante ressaltar que, assim como em todas os setores caóticos no Brasil, a educação também é a principal solução para esse tipo de crime. Na contramão da evolução de grupos de hacker criminosos, a educação no país é falha e está longe de incluir em sua grade a segurança cibernética - não menos importante em um mundo cada vez mais conectado.

Muitos países em todo o mundo já começaram a se mobilizar num trabalho intensificado de conscientização de segurança digital. Israel, por exemplo, passou a implementar um programa de educação cibernética em 2013 para adolescentes. Governos de todo o mundo passaram a desenvolvendo a cibereducação, pois perceberam que é preciso estar à frente dos riscos.

É importante ressaltar que, quando falamos em proteger o país, não nos referimos apenas a países ameaçados de guerra. Um exemplo que vale ser recordado foi o caso WannaCry, no ano passado, no qual o ransomware sequestrou arquivos de 200 mil computadores em 150 países. No Brasil, até hospitais e órgãos públicos foram paralisados, afetando também cidadão e não somente empresas.

No caso de Israel, essa educação vai além. Eles oferecem treinamento para identificação de riscos e recrutam jovens com potenciais para defender o país, desenvolvendo grandes profissionais e também pesquisadores sobre o tema. Fazendo um comparativo com o Brasil, podemos dizer que ainda estamos muito aquém nesse quesito, levando em consideração que ainda se acredita esse seja um assunto para os profissionais de Tecnologia da Informação (TI) - o que é, na verdade, um mito. Todos precisam saber quais são os seus riscos e como evita-los.

Mas nem tudo está perdido! Podemos dizer que os brasileiros estão vivendo um momento de despertamento para o desenvolvimento de uma maturidade cibernética. No entanto, faltam pesquisas e incentivos do governo para essa cibereducação, tanto para uma conscientizção comportamental, como também para formar novos profissionais especializados em atuar nessa linha de frente.

Outro dado revelado no ISTR que comprova essa necessidade no Brasil é que o país é o terceiro maior a disseminar ameaças por spam e o quarto por bots (robôs virtuais) no mundo. Além disso, revelou que, de todos os e-mails que circulam no país, 64% são spam. Num mundo em que enfrentamos ameaças virtuais cada vez mais evoluídas, ainda vivenciamos o despreparo para lidar com ameaças de e-mail maliciosos, acreditando que somente sistemas de antivírus serão o suficiente para nos proteger sempre. Isso demostra o quanto precisamos evoluir no quesito cibersegurança, isso dentro de casa, como também no meio corporativo.

Para discutir esse tema, na semana do Cyber Security Summit Brasil 2018, que acontece entre os dias 27 e 28 de julho, em São Paulo, pretendo promover a Semana da Cibereducação, no qual pretendo passar por escolas, universidades, instituições do governo e até empresas, falando sobre os riscos iminentes e de medidas importantes para prevenção. Interessados em receber a Semana da Cibereducação devem entrar em contato pelo e-mail: rafael.narezzi@4cybersec.com.

Rafael Narezzi é especialista em cibersegurança da 4CyberSec (consultoria de segurança digital) e organizador do Cyber Security Summit Brasil. Com mais de 20 anos de experiência no ramo, atua especialmente com o setor financeiro, no qual a segurança dos dados é primordial. O brasileiro naturalizado britânico é mestre em computação forense, cibersegurança e contra-terrorismo pela Northumbria University do Reino Unido. Rafael também participou do livro "Golpes e Fraudes, Previna-se Contra Estelionatários", de Leonel Baldasso Pires, com um capítulo sobre crimes no mundo virtual. Hoje o especialista atua como CTO.

No último ano, Rafael tem sido convidado para palestrar em diversos países e instituições da Europa, como: British Chartered Institute Of IT, West London University, Amsterdam, Prague Cybercentral, Bedfordshire University, Singapore e Elite EU CISO Summit, em Portugal.

Entre os dias 27 e 28 de julho realizará a segunda edição do mais importante evento de segurança cibernética do país, que neste ano contará com o apoio da empresa norte americana ISMG. Rafael tem o objetivo de conscientizar e informar as empresas, instituições e cidadãos brasileiros sobre a importância de se proteger no ciberespaço. Mais informações www.cybersecuritysummit.com.br.



Fonte: Redação
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