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Segunda-feira
1 de junho de 2020
13 de fevereiro de 2020 - 11:41 Fé, casamento e dinheiro são razões para prostitutas deixarem profissão
Fé, casamento e dinheiro são razões para prostitutas deixarem profissão

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Ex-garota de programa conta ao R7 suas histórias de vida.

"Para cada lágrima derramada, um diamante. Quanto mais bate, mais forte você fica. Tudo que sou hoje é baseado na mulher que fui no passado." As palavras são da gaúcha Vanessa de Oliveira, de 44 anos, que por 15 anos foi garota de programa. Hoje ela tem 10 livros publicados sobre conquista e empoderamento feminino e mais de 10 milhões em vendas de produtos online.

Se engana quem acha que a história dela é uma exceção. "Minha história é um clichê. Estava grávida com 19 anos, não quis transferir meus problemas para a família e saí de casa para criar minha filha Ísis Gabriela, que tem hoje 25 anos. Eu não tinha pensão, então fui parar na prostituição por questão financeira mesmo. Não tinha estudo e não enxergava outra forma", revelou Vanessa.

Os cabelos longos e ruivos de Vanessa lembram a personagem Angélica Silva, a Poderosa, da novela "Amor sem Igual" da Record TV, interpretada por Day Mesquita. O passado da garota de programa ainda é um mistério, mas ela foi rejeitada pelo pai, que era amante da mãe dela e não queria abandonar a família já constituída. Viveu uma infância difícil, foi abusada por um homem e, desde então, não acredita ser digna de amor e respeito.

"Quero empoderar a mulher para ser dona do próprio dinheiro. O homem não será a solução para os problemas"

A vida de Vanessa também não foi fácil, mas o que a diferenciava de outras colegas de profissão era a forma como lidava com o dinheiro: "Eu via todos se arrebentarem à minha volta. Não usei o que ganhava com roupas, maquiagem, não destinava meu tempo para namorado. Eu fiz cursos, me tornei sexóloga, fiz faculdade de enfermagem e, mesmo ainda garota de programa, eu já era empreendedora". Com a prostituição, conseguiu dinheiro para comprar a casa, ter carro e adquirir conhecimento.

A empresária relata que parou de contar com quantos homens saiu ao atingir a marca de 5 mil, mas diz que nunca "teve auto culpa por ser um trabalho". Ela define a profissão "como de coragem porque você não sabe quem está atrás da porta". Ela atuou em saunas e boates, mas foram os anúncios em jornais que atraíram mais clientes: "era mais rentável".

Vanessa decidiu deixar de ser prostituta em 2015 quando concluiu que os trabalhos com marketing online começaram a dar mais dinheiro do que os programas. Ela garante que toda a vivência foi transformada em aprendizado. Os temas viraram 15 cursos online, livros (o mais novo ´Xeque-mate: a virada da rainha' será lançado em breve em Las Vegas - EUA) e palestras. "Hoje tenho 3.000 alunas online por mês. Quero empoderar essa mulher para ser dona do dinheiro dela, assim ela pode escolher o relacionamento que quer ter. Ela não vai mais olhar o homem como solução para os problemas", explica Vanessa.

A filha sempre foi sua prioridade. "No início, tudo que eu pegava para comprar, eu contava quantos sacos de leite daria, esse era meu parâmetro. Hoje eu não olho mais o preço das coisas". Já foi casada, traída, está agora namorando e diz não ter medo de homem. "O cara que se aproxima de mim já tá sabendo de tudo. Ele tem que ter culhão porque sabe o tamanho dessa mulher", brinca. Vanessa de Oliveira tem 24 funcionários na empresa, mora em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e se define como "empreendedora e dona da porra toda".





Fonte: R7.com
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