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Sexta-feira
17 de novembro de 2017
9 de fevereiro de 2017 - 17:18 Karina Bacchi anuncia gravidez após fertilização
Karina Bacchi anuncia gravidez após fertilização

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Grávida de produção independente, Karina Bacchi conta: "Foi uma decisão muito pensada". Aos 40 anos, ela realiza o seu sonho e anuncia estar grávida de 
3 meses após uma fertilização in vitro de doador de banco de sêmen internacional

Ser mãe sempre foi um sonho para a apresentadora e atriz Karina Bacchi, 40 anos. No ano passado, ela enfrentou um problema de saúde que a fez parar para pensar. "Tive que retirar as trompas e minha médica me alertou sobre o meu relógio biológico. Descobri que não poderia mais engravidar pelas vias normais", relembra Karina, que sentou com o então marido, o publicitário Sérgio Amon, 55, para uma conversa definitiva. "Ele tinha dois filhos de outra relação e nunca quis ter mais. Confesso que sempre tive a esperança que ele mudasse de opinião um dia, mas nunca aconteceu", conta ela, que se separou, se encheu de coragem e procurou uma clínica de fertilização in vitro. "Foi uma decisão muito pensada, fruto de reflexão, oração, pés no chão, consciência e amor. Sou muito família e tenho fé de que ela estará completa um dia", acredita Karina, que optou por seguir sozinha na empreitada de ser mãe. O pai do bebê foi escolhido por meio de um banco de sêmen internacional. Ela viu fotos de vários doadores quando crianças e na adolescência e escolheu o que mais se parecia com ela. "Ter sido abençoada com essa possibilidade, depois de tudo, transcendeu todas as minhas expectativas", diz a musa fitness.

Grávida de três meses, Karina recebeu CONTIGO! com exclusividade em sua mansão, em São Paulo, onde vive com os três cachorros da raça Lulu da Pomerânia, Joy, Doll e Fóff. "Não estou aqui para levantar nenhuma bandeira, estou apenas contando minha história, de amor e de coragem", reflete ela.

Foi difícil tomar essa decisão?
Em um exame de rotina, descobri a hidrossalpinge, que é um líquido nas trompas. Foi nessa cirurgia que me deu um alerta muito grande. A minha ginecologista e obstetra, Ana Maria Massad, e a especialista em reprodução assistida Daniella Castellotti me alertaram. Cogito a adoção futuramente, mas queria muito ter a sensação de estar grávida, ver meu corpo mudar, ser mãe é um milagre e eu queria ter essa chance. Depois que eu fiz a cirurgia, as médicas me falaram que estava tudo bem e que meu corpo estava preparado para uma gestação, mas que eu não podia demorar pela minha idade. Minha mãe precisou tirar o útero com 43 anos e fiquei com receio de precisar também. Congelei meus óvulos aos 35 anos, mas, se eu tivesse algum outro problema, não ia conseguir. Conversei definitivamente com meu atual marido e nos separamos em maio do ano passado. Saí da casa que morávamos e fiz esse cantinho pensando em formar uma família, para receber uma criança.

Como foi o tratamento?
Foram três meses de tratamento antes da fertilização. Tomei hormônios que prepararam o endométrio para receber um bebê. Fiz a procura do doador e optei por uma empresa estrangeira, que é onde a gente consegue mais informações sobre doador. Desde ver fotos da infância, saber os traços, dados clínicos não só dele, mas da família também, a religião. Foram uns três meses para escolher.

O que buscava no doador?
Procurei as características físicas mais parecidas comigo. Sei de qual país ele é, mas prefiro guardar em sigilo. Sei a ascendência, onde ele nasceu. Não tenho acesso a endereço e nem ao nome. Assim que escolhi, esperei durante um mês a amostra chegar, até eu estar nas condições ideais. Começamos o processo de descongelamento dos óvulos. Foram descongelando aos poucos, porque eu não queria perder vários. Queria que sobrasse para uma futura gestação. Fiquei numa expectativa muito forte no dia do descongelamento. De 10 que foram descongelados, um gerou o embrião, ele foi o vitorioso. Não consegui nem sair de casa de tanta ansiedade. Não tinha contado para os meus pais que eu iria fazer naquela semana e só contei no dia da fertilização.

Qual foi a sua sensação quando te ligaram para fazer o implante do embrião?
Um turbilhão de emoções, mas ao mesmo tempo fiquei muito segura. Fiz o procedimento, deu tudo certo, mas tive que tomar vários cuidados. Fiquei em repouso, tive que tomar medicamentos e acabei inchando, tudo porque o corpo não estava preparado para uma gestação. Até o momento que você faz o primeiro ultrassom e escuta o coração bater é uma fase de muita expectativa, medos, insegurança, alegria. É uma mistura muito louca e eu acho que o que me fez ficar serena é que sou uma pessoa de muita fé.

E agora que já se passaram os três primeiros meses, como você tem se sentido? Já sentiu mudanças no corpo?
É um alívio enorme poder dividir com as pessoas, contar para os amigos. Tive pouco enjôo, muito cansaço e sonolência no comecinho. Agora, já me sinto disposta e acordo com mais vontade de fazer as coisas. Já estou pensando como vai ser o quartinho, tenho exames para fazer periodicamente... Percebo mudanças no meu corpo, o tanquinho foi embora, meus seios incharam e engordei cinco quilos.

Você se tornou musa fitness. Engordar para a gestação é algo que chega a ser uma preocupação?
Não me preocupa, pois não pretendo ser mãe fitness, quero ser uma mãe saudável. Não tenho esse desespero de ficar toda durinha até o fim da gestação. Não penso nisso, acho que cada fase é uma fase e eu prezo pela saúde dele, não quero que dê nenhum risco. É claro que eu quero me manter ativa, mas de uma forma leve e farei somente o que a minha médica liberar.

Pretende malhar durante a gravidez?
No começo não tinha energia, mas agora quero retomar e farei tudo de forma leve. Ao invés de pegar pesado, vou fazer ioga, hidroginástica. Na alimentação, tive que parar de comer comida japonesa, que eu amo, frutos do mar, bebida alcoólica, cafeína, chá mate e chá verde.

Está sendo como você imaginava?
Sonhava com uma sequência mais natural, que é casar, ter filhos e não foi nessa ordem. Nem sempre o que a gente sonha é o melhor pra gente. Acho que isso acontece com todas as pessoas. Tudo o que a gente passa nos torna a pessoa que a gente é. Sou muito feliz como sou, com o que eu enxergo no espelho, com o meu caráter. Não julgo os planos de Deus para mim, pois sei que plantei tudo de uma forma digna, com muito amor. Sou destemida e aceito os desafios e as mudanças, isso me estimula. Tenho pé no chão e cautela. Esse amadurecimento para mim foi muito positivo ao longo dos anos. Ainda sonho com uma família, um marido. Ser mãe desta forma foi uma circunstância, mas quero aumentar a família e vai chegar uma pessoa na hora certa.

Acredita que o fato de ter optado por uma produção independente repercutirá positiva ou negativamente?
Acho que sempre terá julgamentos. Algumas serão a favor, outras, contra. Espero motivar de uma forma positiva mais mulheres. Que elas tenham a coragem de se realizar como mães, mas que tenham os pés no chão porque é uma responsabilidade dobrada. Em contrapartida, você estará sendo justa com você mesma. Mostrar que existe essa possibilidade para mais mulheres, se isso for um exemplo positivo, eu vou ficar muito feliz. Com relação a julgamento negativo, vou enfrentar numa boa, só ficarei preocupada com a criança, pois eu só desejo que ela seja bem recebida.

Que tipo de mãe acha que será?
Uma mãe amorosa, amiga, cuidadosa e que se doa. Eu já sou uma pet mãe dedicada e tenho três seres de luz em casa. Agora criarei mais um anjinho.

E seus pais, estão felizes?
Meus pais são grandes amigos, me ajudam a refletir e me apoiaram nessa decisão porque sabem o quanto sou íntegra, sabem dos meus valores e o quanto a maternidade e a família são pra mim essenciais. Eles queriam muito um netinho e diziam que já estavam perdendo as esperanças. Com a vinda do bebê, eles já criaram um novo vigor.

Você pretende contar para seu filho sobre a concepção dele?
Sim, nunca vou esconder. É a história de vida dele. Tenho todos os dados do doador para o dia que ele quiser saber. Vou explicar que foi um doador e que não tem como conhecê-lo pessoalmente.


Fonte: UOL notícias
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