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Segunda-feira
27 de março de 2017
11 de março de 2017 - 10:45 "Ele bateu muito nela", diz avô de jovem morta espancada por namorado
"Ele bateu muito nela", diz avô de jovem morta espancada por namorado

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Segundo a polícia, suspeito contou que deu socos e bateu nela com rodo.
Ele saiu para trabalhar em Rio Preto e, quando voltou, ela estava morta.


A família da jovem Evelyn Janaína Cordeiro de Oliveira de 17 anos, morta após ser agredida pelo namorado, ainda tenta entender o que aconteceu com a menina, já que ela nunca tinha relatado agressões do suspeito. O namorado dela, um eletricista de 21 anos, foi preso na quinta-feira (9), em São José do Rio Preto (SP), após confessar ter espancado a namorada.

"Estou transtornado, chocado com tudo isso. Meu desejo não é ele está na cadeia, mas na rua. Mais de um mês eles estavam morando juntos. Ele bateu muito nela, estava machucada e deve ter passado até fome, porque estava só pele e osso", afirma o avô João Vicente Cornélio.

Segundo a polícia, na manhã de quinta-feira, os dois teriam brigado e ele a agrediu, com um rodo. As agressões já tinham acontecido também na noite anterior. José Emídio Pereira Júnior disse à polícia que também deu socos no rosto e na barriga dela.

O suspeito disse à polícia que saiu para trabalhar e deixou a namorada viva, mas quando voltou do trabalho, no finall da tarde, a encontrou já sem vida. O próprio agressor foi quem acionou a Polícia Militar.

O crime foi na casa onde o casal estava morando há pouco mais de um mês, no bairro Zé Menino, zona norte da cidade. Durante o velório da jovem, nesta sexta-feira (10) parentes contaram que o casal se conhecia há quatro anos e que Evelyn nunca reclamou de agressões, mas todos estranharam o comportamento dela depois que foi morar com ele.

"Não aguento isso, ela era tudo pra mim, não sei como esse psicopata poderia fazer isso com ela, ela era o tesouro da casa, era uma pessoa honesta, trabalhadora, queria o bem de todos, acontece uma tragédia dessas, muito difícil, tem uma irmã pequena de 10 anos", afirma Thaina Cornélio de Araújo, prima da vítima.

O eletricista está preso na Central de Flagrantes de Rio Preto. Segundo a polícia, ele deve responder por feminicídio - que é o homicídio qualificado contra mulheres. Se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

"O crime teve a reposta rápida da polícia, o rapaz foi preso. A vítima não comunicou a polícia, ela já vinha sendo agredida há alguns dias, todo dia apanhava um pouco, mas ela não procurou a polícia e continuou na residência com a pessoa", afirma a delegada Margarete Franco.



Fonte: Portal G1
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