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Quinta-feira
21 de setembro de 2017
24 de março de 2017 - 9:37 Em vídeo inédito Elize Matsunaga detalha como matou e esquartejou marido
Em vídeo inédito Elize Matsunaga detalha como  matou e esquartejou marido

Portal G1 Clique para ampliar a imagem

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G1 teve acesso a gravação do interrogatório da bacharel em direito feita pela Justiça em 2016. Ela foi condenada a mais de 19 anos de prisão por matar e esquartejar o marido, Marcos Matsunaga, em 2012.

Um vídeo inédito mostra como foi o julgamento que condenou Elize Matsunaga a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão pelo assassinato e esquartejamento do marido, Marcos Matsunaga, herdeiro da empresa Yoki. O G1 teve acesso às gravações do interrogatório da bacharel em direito e as divulga com exclusividade nesta reportagem (assista acima). As filmagens foram feitas pela Justiça no final de 2016, durante os sete dias de júri.

Por quatro horas, a mulher chorou ao responder às perguntas feitas pelo juiz Adilson Paukoski Simoni, advogados de defesa e jurados. Ela só se recusou a ser questionada pelo Ministério Público (MP) e pelo assistente da acusação.
"Eles não querem saber a verdade", respondeu Elize ao magistrado sobre o motivo pelo qual não queria ser interrogada pelo promotor José Carlos Cosenzo e pelo advogado Luiz Flávio D´Urso, contratado pelos pais de Marcos para auxiliar a Promotoria.

A acusação sustentava que o crime foi premeditado e que Elize matou o executivo da empresa de alimentos após a descobrir uma traição. E que depois quis ficar com o dinheiro do seguro de vida dele. Ela negou essa versão. Confessou, sim, o crime cometido há cinco anos no apartamento onde o casal morava com a filha na Zona Norte da capital, mas alegou que agiu movida por forte emoção.

No plenário 10 do Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste, jornalistas e plateia ouviram as versões de como Elize matou o empresário com um tiro na cabeça e porque usou uma faca para esquarteja-lo em 19 de maio de 2012. Marcos tinha 41 anos. Elize completou 35 durante o julgamento.

Elize alegou que não teve a intenção de matar o executivo. Que isso ocorreu após discutir com Marcos sobre uma amante dele, uma prostituta, que foi descoberta por um detetive particular que contratou. A bacharel disse que só atirou após ter sido xingada e agredida pelo marido.

"Ele começou a me xingar, ele me deu um tapa", disse Elize. "Ele tava vindo em cima de mim. Ele não ficou parado. Eu não sei. Não sei o que ele queria fazer. Eu disparei".

'Jamais fiz com crueldade'
Elize contou que atirou após ouvir o marido dizer que ela perderia a guarda da filha. "Quando ele
falou que..., ele falou que ia me internar. Quando ele falou que eu não ia mais ver minha filha (...) Eu não aguentei."

"Eu tava com medo dele", falou Elize, que conheceu Marcos na época em que também foi garota de programa. Depois do crime, ela colocou os pedaços do corpo em sacos e malas e os espalhou em Cotia, na Grande São Paulo e na capital. À época, mentiu sobre o sumiço do marido, dizendo que ele tinha fugido com uma amante. Só confessou o crime dias depois à polícia. Em seguida, foi presa.

"Eu queria falar que eu não queria matar o Marcos. Jamais fiz com crueldade. E se isso... se eu tiver mentido, que Deus me castigue da pior forma possível", falou Elize, que juntamente com sua defesa, conseguiu convencer a maioria dos jurados de que não matou o executivo com crueldade e por motivo torpe, como acusava a promotoria.

Para a promotoria, Elize cortou Marcos - começando pelo pescoço - quando ele ainda estava vivo. Já a defesa da viúva, feita pelos advogados Rosello Soglio e Luciano e Juliana Santoro, sustenta que que a vítima já estava morta quando foi esquartejada.

Elize falou que começou a esquartejar Marcos pelos joelhos e, por último, cortou o pescoço. "Infelizmente a única forma que eu encontrei foi cortá-lo. Infelizmente", disse ela, que relatou ter ficado com medo de ser presa e ficar longe da filha.

Ela alegou ter esquartejado o marido para se livrar do corpo e não ser presa já que estava preocupada com a filha. "A minha filha tava sozinha em casa. Podia ser que levassem ela pra algum abrigo, eu não sei".

Filha
Elize também falou do relacionamento com Marcos, de como o conheceu quando ainda era garota de programa. Contou que descobriu traições do marido, mas desistiu de pedir a separação quando a filha do casal nasceu.

"Ela foi o presente mais maravilhoso que deus me deu", disse Elize, que chorou a falar da criança que não pode ver por decisão judicial. Atualmente, a menina tem 5 anos e está sob a guarda dos avós paternos. "Quero pedir perdão pra ela."

Durante o julgamento, Elize ficou sentada ao lado dos advogados, onde permaneceu cabisbaixa a maior parte do tempo. Ali, ela ouviu os depoimentos das 16 testemunhas, tanto da defesa quanto da acusação.

O julgamento teve início no dia 28 de novembro e terminou na madrugada do dia 5 de dezembro. O júri popular a condenou por homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima e destruição e ocultação de cadáver.
" muito . Infelizmente eu não posso voltar no tempo. Mas se eu pudesse, eu voltaria", disse Elize ao responder uma pergunta de sua defesa. Atualmente ela cumpre a pena em Tremembé, interior de São Paulo.

Defesa e acusação
Procurada nesta semana, a defesa de Elize informou que ainda pretende recorrer à Justiça da decisão dos jurados que a condenaram pelo assassinato e esquartejamento de Marcos.

"A defesa recorrerá da pena imposta, que não encontra correspondência com a decisão dos jurados", disse Santoro. "Infelizmente, a defesa não concorda com a sobreposição da vontade do magistrado sobre a decisão soberana dos senhores jurados".

"Ao mesmo tempo, a defesa discorda do posicionamento do Ministério Público que por ter praticamente perdido o júri, agora quer anular o julgamento, sem fundamento nas provas dos autos. Além de se tratar de um verdadeiro desperdício do dinheiro público."

Link para o vídeo no Portal G1

Fonte: Portal G1
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