Euclydes Marinho triunfa em processo milionário contra a Globo após 41 anos de trabalho!

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A carreira de Euclydes Marinho

Euclydes Marinho nasceu no Rio de Janeiro em 1950 e estreou na Globo em 1979, convidado para integrar a equipe de autores da série “Ciranda Cirandinha”. No mesmo ano, ajudou na criação e escreveu o primeiro episódio de “Malu Mulher”, série feminista protagonizada por Regina Duarte que marcou época. A partir daí, colaborou em diversos programas, entre novelas, séries e humorísticos, como a icônica “Armação Ilimitada” (1885-1988), até estrear como autor de novelas em Mico Preto (1990), exibida no horário das sete.

Deixou a Globo em 1994 rapidamente para escrever “Confissões de Adolescente” (1994) na TV Cultura, mas voltou em 1995. Nesse período, fez “Andando nas Nuvens” (1999) e outra trama das sete, e Desejos de Mulher (2002), trama que juntou Regina Duarte e Gloria Pires pela primeira vez desde Vale Tudo (1988). A trama também trouxe para a Globo o jovem autor João Emanuel Carneiro, hoje um de seus principais novelistas.

Nos últimos anos de Globo, Euclydes Marinho se dedicou à produção de séries. Fez Capitu (2009), baseada na obra de Machado de Assis; As Cariocas (2010), nova parceria com Daniel Filho; O Brado Retumbante (2012), retratando o universo da política nacional no eixo Brasília e Rio de Janeiro; e Felizes para Sempre? (2015), uma história ousada que retrata um conflito de casais. Esta última ficou conhecida por mudar de patamar a carreira de Paolla Oliveira.

Desde então, Euclydes Marinho não teve seu contrato renovado pela Globo por conta da política de corte de gastos da empresa. Sem ter projetos aprovados durante quatro anos e após o engavetamento de uma novela que teria direção com Amora Mautner, o escritor não fechou outros trabalhos em empresas de streaming ou em concorrentes da televisão.

Durante seus 41 anos na Globo, Euclydes Marinho trabalhou em diversas produções e foi dispensado em 2020. Ele entrou com uma ação contra a emissora na Justiça do Trabalho e venceu em segunda instância, tendo direito a receber pelo menos R$ 3,5 milhões entre danos morais e verbas rescisórias não pagas. A vitória foi em segunda instância e a Globo pode recorrer. Marinho foi o único escritor dispensado pela Globo que levou a questão para a justiça. A decisão foi deferida na semana passada pelo TRT-RJ (Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro) e a emissora também pagará as custas processuais, orçadas em R$ 30 mil.

Com pedidos de indenizações pela sua saída, Euclydes também pediu um valor para repor danos por não ser liberado para realizar outros projetos fora da Globo, como no teatro e cinema, devido seu contrato de exclusividade. Euclydes e seus advogados relataram que o escritor precisou recusar trabalhos por conta da não autorização. A Globo se defende e afirma que o liberou para diversas produções, como os filmes Primo Basílio (2007) e Se Eu Você 2 (2008), e a peça Shirley Valentine (1991).

O TRT-RJ entendeu que Euclydes tinha razão em seus pedidos e deu ganho de causa. A Justiça atribuiu o valor de R$ 3,5 milhões à condenação, mas o valor pode ser maior, porque existem juros sobre o tempo em que a ação está em curso. A Globo pode recorrer da decisão no TST (Tribunal Superior do Trabalho), mas a emissora não comenta casos em juízo.

Fonte: https://f5.folha.uol.com.br

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