Apoio da família é fundamental na fase pré-vestibular

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Pais e responsáveis devem se unir aos jovens e respeitar escolhas sobre o futuro da vida profissional.

Ter a família como rede de apoio durante a fase pré-vestibular ajuda não só a amenizar episódios de ansiedade e estresse, como também, garante maior segurança às escolhas individuais realizadas em uma fase tão importante da vida. 

Diferentes estudos de Psicologia Educacional reforçam a importância do suporte emocional e afetivo das famílias no período em que os jovens enfrentam muitas incertezas sobre qual profissão escolher e as decisões para a etapa de transição para a vida adulta.

Segundo especialistas da área, um dos motivos mais comuns para o desentendimento entre pais e filhos é a falta de aprovação sobre as escolhas profissionais jovens. Em alguns casos, as famílias projetam no estudante uma continuidade de seus sonhos e interesses, mas quando isso não ocorre, é o início de uma relação conflituosa.

Um exemplo é se o jovem pretende ingressar em Odontologia, mas faz parte de uma família majoritariamente formada por engenheiros, a discordância sobre a escolha do curso superior pode gerar atritos. Outra situação é quando os pais têm negócios em uma determinada área e desejam que o filho dê continuidade ao projeto.

A rotina do estudante que deseja ingressar numa universidade é atribulada. Em geral, ele passa o ano inteiro fazendo cursinho pré-vestibular, que tem uma carga horária de estudos intensa, com aulas extras e simulados aos fins de semana. A cobrança externa e interna tende a ser grande. 

Nesse sentido, especialistas esclarecem que é papel da família, especialmente dos pais, orientar e auxiliar os filhos nesse período, incentivando a autonomia estudantil e respeitando suas escolhas – ainda que, no futuro, o jovem mude de opinião.

A tolerância e a maturidade da família em acolher e respeitar as escolhas profissionais dos filhos são indicadas como a melhor forma de lidar com o processo, uma vez que a discordância desencadeia angústia e atrapalha o rendimento nos estudos. A imposição de desejos e aspirações que a família tenha para o jovem pode prejudicá-lo e confundí-lo quanto ao melhor caminho a ser trilhado no campo profissional, atrasando também a satisfação e a realização pessoal. 

Estratégias para suporte familiar consciente e equilibrado

O apoio familiar pode ser demonstrado por meio do incentivo à dedicação aos estudos e o respeito ao descanso mental dos jovens durante os intervalos. O consultor educacional e psicólogo, Guilherme Davoli, afirma que algumas posturas da família podem aliviar tensões e contribuir para uma fase pré-vestibular mais tranquila. Um exemplo é evitar realizar comparações com outros estudantes. 

Em entrevista à imprensa, o especialista explicou que, como o vestibular tem concorrência acirrada, a preocupação em ser melhor que os demais pode gerar uma angústia natural, que acaba sendo agravada em caso de comparações que venham da própria família.

De acordo com Davoli, deve-se evitar expressões como “você precisa fazer vestibular para ser alguém na vida”, considerando o fato de que todas as pessoas já nascem sendo sujeitos únicos, e um diploma de nível superior não irá definir o seu valor. 

Outra orientação é para realizar a gestão do tempo respeitando os momentos de lazer. Assistir programas de televisão, jogar videogame, usar a internet e sair com os amigos, apesar de serem distrações, não devem ser excluídos da vida do vestibulando. 

Cabe aos pais, ainda, colaborar para manter um ambiente caseiro mais silencioso, evitar intromissões e interrupções no momento dos estudos, além de apoiar o equilíbrio emocional dos jovens. 

Davoli destaca, ainda, a importância de os pais estarem ao lado dos filhos para suportarem a frustração de uma possível reprovação no vestibular, sem demonstrar decepção ou minimizar os esforços realizados até então. 

Orientação vocacional para estudantes

Para cada aluno, a escolha da carreira durante o ensino médio é uma jornada única. Alguns jovens já têm seus percursos definidos, inspirados em membros da família ou pelas próprias afinidades. 

Para muitos, contudo, as dúvidas podem ser persistentes, afinal, entre as áreas de Humanas, Exatas e Saúde – da faculdade de Administração de Empresas à Tecnologia da Informação -, há muitos caminhos e possibilidades.  

Nesse contexto, a orientação vocacional é uma ferramenta que pode auxiliar os estudantes a identificarem suas habilidades e direcioná-las à vida profissional, considerando valores pessoais, interesses e potenciais. 

Em entrevista à imprensa, a neuropsicopedagoga, especialista em Orientação Vocacional, Angela Victorino, destacou que esse processo vai além de um teste com respostas prontas. A orientação envolve a participação ativa do estudante para reconhecer suas habilidades gerais e específicas, identificar suas competências e fazer uma análise das áreas de seu interesse. A partir daí, é feito o cruzamento de dados e informações para fornecer sugestões de carreiras.

Na avaliação da especialista, a orientação vocacional funciona como uma espécie de bússola para auxiliar o direcionamento dos jovens em sua jornada de descobrimento profissional. 

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