‘Pé de meia’ pode trazer independência financeira

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Investimentos de renda variável e fixa são opções para conquistar a tão sonhada independência financeira.

Ter independência financeira significa assegurar renda suficiente para cobrir as despesas pelo resto da vida, sem depender de um emprego ou de um salário. Este é o sonho de muitas pessoas que desejam ter mais liberdade e tranquilidade. Porém, parece distante para boa parte dos brasileiros, já que mais da metade não têm nenhum tipo de reserva financeira, conforme o levantamento realizado pelo Datafolha, em dezembro. 

Conforme a pesquisa, apenas 10% da população têm algum dinheiro guardado para sustentar seu padrão de vida por, pelo menos, três meses. Além disso, apenas 52% estão contribuindo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

A principal forma de conquistar a independência financeira é por meio dos investimentos. Seja por meio de ativos de renda variável ou produtos de renda fixa, a atitude é recomendada por especialistas da área como o modo mais simples de fazer o dinheiro economizado render.

A Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) ensina que investir é uma das etapas fundamentais do processo para atingir a estabilidade financeira. A jornada começa na compreensão sobre o orçamento doméstico e segue pelas ações de controlar as despesas, poupar dinheiro e investir o valor economizado, conforme os objetivos futuros, o que pode incluir conquistar a independência financeira.

Antes de começar a investir, entretanto, é necessário conhecer as diferentes opções disponíveis no mercado e estar atento ao perfil de risco e horizonte de tempo. Cada tipo de investimento tem suas próprias características, vantagens e riscos, e nem todos são adequados para todos os investidores, conforme alerta a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Opções para fazer o dinheiro render!

Tradicionalmente, os investidores iniciantes costumam recorrer à caderneta de poupança. Conforme os dados do Banco Central, o valor das aplicações na modalidade somaram um total de R$ 983,03 bilhões em 2023. 

Entretanto, para o professor da Escola de Negócios (IAG) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Roberto Uchôa, nem sempre esta é a melhor opção. “É equivocado o paradigma de que a poupança é o investimento mais seguro”, afirmou em entrevista à imprensa. 

A poupança tem uma rentabilidade baixa que, muitas vezes, não consegue acompanhar a inflação, sendo o aumento de preços dos produtos e serviços. Na prática, isso significa que o dinheiro aplicado pode perder o seu poder de compra ao longo do tempo. 

Por isso, a recomendação é que os investidores iniciantes busquem outras alternativas. Os produtos de renda fixa que têm uma remuneração definida no momento da aplicação, como os títulos públicos pré-fixados e os certificados de depósito bancário (CDBs), podem ser uma possibilidade para quem busca maior segurança. 

Os investimentos em renda variável não têm uma remuneração definida no momento da aplicação e dependem do desempenho do mercado. Por isso, são considerados mais arriscados, mas oportunizam maior rentabilidade, em comparação com a renda fixa. Na categoria estão ações, fundos de investimento imobiliário (FIIs), fundos de índice (ETFs), entre outros.

2024 é um ano favorável para os investidores

Apesar dos riscos e das incertezas que ainda rondam o cenário econômico global, como a possibilidade de recessão nos EUA e na Europa, o ano de 2024 se apresenta como favorável para os investidores, especialmente os brasileiros. 

Um dos motivos é a continuidade do ciclo de queda da taxa básica de juros (Selic), que encerrou 2023 em 11,75%. Segundo o Relatório Focus, a expectativa é de redução gradativa até 2026. O cenário favorece a rentabilidade dos ativos de renda variável, mas isso não significa excluir os produtos de renda fixa da carteira.

O especialista em renda variável, Charo Alves, explica que o melhor caminho é apostar pela diversificação. “À medida que as expectativas vão se confirmando em relação a uma inflação menor lá fora, o investidor pode ir assumindo riscos maiores”, analisou durante entrevista à imprensa.

Alguns setores são apontados como oportunidades de investimento para este ano, como infraestrutura, commodities e tecnologia. Outros demandam mais cautela, como o varejo e do setor financeiro.

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